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A Crítica
Opinião

Pandemia e flexibilização ampliada

Publicado em 28/10/2021 às 11h02 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h17
Pandemia e flexibilização ampliada

O avanço da flexibilização no uso da máscara no Amazonas e no Brasil confronta-se com a realidade de parte da Europa onde a Covid-19 retornou ou vive uma terceira onda. É fato que nesses países, agora forçados a adoção de medidas mais duras de isolamento social, o índice de vacinação é baixo o que ajudou na proliferação de contaminação e de mortes.

O cenário socioeconômico do Brasil é caótico o que deveria servir para a adoção da cautela na tomada de decisões que ampliem demasiadamente os espaços de aglomeração humana. Os indicadores de redução do número de mortes e de contaminação pelo novo coronavirus no País são a senha para a realização de eventos e a suspenção da exigência do uso de máscara. Ao mesmo tempo, o País registra média diária de 400 mortes e 10 mil casos de infectados, com leve alta de acordo com registros da última terça-feira.

São números que não podem ser ignorados ou alardeados da forma que está sendo como se não houve mais pandemia. É reconhecido o desejo de milhões de brasileiros em voltar aos locais públicos, aos encontros presenciais, sem máscara e sem a preocupação de higienizar as mãos com frequência após o longo período de restrições. O autocuidado e o cuidado coletivo permanecem necessários e fundamentais para que tanto as infecções quanto as mortes atinjam patamares mais baixos até ser superadas. É importante refletir que 300/440 pessoas morrem, todos os dias, no País por Covid-19.

Ampliar a taxa de vacinados com a primeira e a segunda dose, na de reforço (a terceira) e manter as medidas de prevenção permanecem sendo exigência e conduta de sensatez. A retomada da economia em níveis mais equilibrados passa por essa observância que representa, a médio e longo prazos, a manutenção de margem de segurança para evitar o que ocorre em outros países, inclusive nos EUA.

Com mais de 10 infectados/dia, o impacto na vida de 10 mil famílias é direto e é preciso levar em conta os milhares que vivem as sequelas pós-Covid, e que não estão sendo observados e absorvidos pelas ações de saúde pública nas cidades. Se é animador perceber a redução de mortes e arrefecimento das contaminações, o quadro não deve significar autorização para ignorar a ameaça real que paira sobre a sociedade.