Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Opinião

Para combater o desemprego

Publicado em 02/02/2021 às 10h31 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h26
Para combater o desemprego

Os 14 milhões de desempregados oficiais no Brasil são o resultado da ingovernabilidade da nação. A repetição do discurso de que a pandemia da Covid-19 é a culpada não se aplica e, mais, não resolve o problema. A questão é saber o que está sendo feito, internamente, para enfrentar a realidade diferente difícil que o novo vírus produziu em escala mundial?

As disputas de poder foram tornadas mais ferrenhas, a polarização se mantém elevada enquanto a governabilidade e a governança seguem ladeira abaixo. O plano nacional de enfrentamento à pandemia e às consequências dela não existe, o que vem sendo feito são tomadas de decisões por segmento, algumas delas indevidas, e, quando se cruzam, produzem mais transtornos.

 relação entre governo federal, governos estaduais e municipais não acontece dentro de um mínimo de coerência administrativa, o que a sociedade brasileira acompanha é o distanciamento dos entes da União, a inércia na tomada de decisão do governo federal que ajude a população brasileira que vive, literalmente, nos municípios, onde sofre os efeitos da pandemia, governadores e prefeitos atuando isoladamente e ou em consórcios para buscar saídas aos graves problemas nos Estados e nas cidades. O desenho da estrutura administrativa da União é a de um borrão com sinais da bagunça estabelecida interna e, consequentemente, nas relações desse poder com o externo tanto nacional quando internacional. Uma parte do corpo ministerial atua para manter o impasse, o emperramento e as obstruções em setores estratégicos que deveriam atuar não na direção do que importa ao próprio umbigo e sim naqueles pontos cruciais que o País apresenta e pede tomada de providências o mais rápido possível.

Não faltam aos gestores nacionais documentos, bem elaborados, sobre os cenários do Brasil, dos países com os quais mantém relações e, notadamente, daqueles com os quais possui contratos comerciais importantes, e a economia global. É preciso levar a sério a gestão administrativa de um país com 212 milhões de habitantes, setores em desestruturação e aumento do desemprego, da informalidade e da pobreza. A política brasileira com os demais países precisa estar em outro patamar.