Manaus dom, 18 out
A Crítica
Opinião

Planeta em perigo

Publicado em 16/08/2021 às 11h48 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h14
Planeta em perigo

A cada dia que passa, os efeitos das mutações climáticas tornam-se mais evidentes. São enchentes, cheias recordes, secas prolongadas, frentes frias anormais, ondas de calor que chegam a ser letais, entre outros fenômenos indubitavelmente relacionados ao aumento da temperatura média do planeta. Os efeitos são perceptíveis em todas as partes do globo. Especialistas alertam para as consequências catastróficas em um futuro não muito distante, caso nada seja feito. Para o delicado bioma amazônico, estudos apontam o risco de savanização, o que mudaria completamente o modo de vida na região, determinando a morte de uma das biodiversidades mais ricas do mundo. Cientistas como Paulo Artaxo, do Inpa, têm alertado a sociedade por meio de estudos e projeções técnicas.

É consenso que a atividade humana responde por parte das alterações no clima, de modo que é fundamental a redução na emissão mundial de gases danosos ao meio ambiente. As grandes corporações parecem já ter compreendido a seriedade da situação e vêm tomando iniciativas promissoras. A Embraer já iniciou testes de aeronaves elétricas, e algumas das maiores fabricantes de automóveis já assumiram o compromisso de não produzir mais veículos com motores movidos a  combustão dentro de alguns anos.

A maioria dos governos, porém, ainda permanece inerte em relação ao risco ambiental. No caso do Brasil, sequer existe uma política voltada à proteção do meio ambiente, sem falar que o aquecimento global é visto em vários setores do governo federal como uma ficção. A pressão externa tem surtido algum efeito, obrigando o País a manifestar alguma preocupação com questões como o desmatamento e as queimadas na Amazônia, mas isso ainda não se transformou em ações concretas e com resultados visíveis. O tempo já corre contra nós. Segundo estudos desenvolvidos em todo o mundo, inclusive em Manaus, ainda não é tarde, mas ações precisam ser tomadas sem demora sob o risco de atingirmos um ponto de onde não haverá retorno.