Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Opinião

População é refém dos assaltos em ônibus

Poder público não conseguiu adotar medidas eficazes para enfrentar a insegurança nos coletivos

Publicado em 17/02/2024 às 08h42
População é refém dos assaltos em ônibus
Foto: Arquivo/AC

Os assaltos em ônibus da rede de transporte público voltam à cena e estão colocados como um dos assuntos mais evidenciados pelos usuários do serviço. A incerteza e o medo acompanham o passageiro cada vez que utiliza, por necessidade, esse meio de transporte todos os dias.

As agressões físicas estão se tornando parte desses assaltos ainda que  as vítimas já  tenham atendido às ordens dos autores do crime entregando seus pertences. O que aconteceu no dia 14, durante trajeto da linha 560, mostra o nível de hostilidade dos assaltantes o que resultou em três pessoas esfaqueadas.

Os trabalhadores nesse tipo de atividades, motoristas e cobradores, vivem igualmente sob temor  a cada momento que a porta do veiculo é aberta para receber passageiros, entre esses os criminosos armados. Motoristas e cobradores pedem ações que garantam a segurança das pessoas no desempenham de suas atividades.

Até agora, os governos não conseguiram adotar medidas eficazes para enfrentar essa modalidade de assalto. Há facilidade no acesso aos ônibus e na realização dos assaltos.  A sensação relatada pelos passageiros que vivenciaram tais acontecimentos é de que estão completamente abandonados pelos setores do poder público responsáveis pela segurança pública.

A evolução tecnológica possibilita na atualidade oferecer respostas mais inteligentes e rápidas no enfrentamento a esse tipo de ação criminosa. Até agora não foram adotadas providências que ofereçam aos trabalhadores e passageiros de ônibus segurança no ir e vir. A ausência  de medidas ou  a execução de medidas paliativas demonstram o pouco caso dos governos ara com o drama de milhares de pessoas.

Se o sistema, em algumas linhas, convive com repetição de assaltos e práticas cada vez mais hostis por parte dos assaltantes, por que não é elaborado um plano de ação para atender essa área? A desimportância dada pelo executivo à insegurança que vivem passageiros, motoristas e cobradores de ônibus é um tipo de resposta: deixa as vítimas abandonadas ou pode parecer estímulo para que se armem e ousem fazer justiça com as próprias mãos, reagindo diante dos assaltantes. O quadro em si alimenta elementos para resultados mais desastrosos e graves e, se assim permanecer, as autoridades tornar-se-ão cúmplices desses acontecimentos.

Muitas pessoas passaram por mais de três assaltos em ônibus e essas, a cada vez que ingressam num desses coletivos, o fazem com medo de viverem a situação de novo. Nessa condição, a reação pode ser sem controle.