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A Crítica
Opinião

Precisamos de mais mulheres na política

Sempre é bom lembrar: a cota para participação feminina nas eleições proporcionais - ou seja, para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas Estaduais, Câmaras Municipais e Câmara Legislativa do DF - foi criada no rasil em 1995, por meio da Lei nº 9.100/1995

Publicado em 14/05/2025 às 09h07
Precisamos de mais mulheres na política
Foto: Agência Brasil

Não podemos fingir que as fraudes envolvendo as cotas  femininas nas eleições não existem ou são uma invenção recente. Elas não apenas existem como vêm sendo aprimoradas desde que as cotas foram criadas há 30 anos. Sempre é bom lembrar: a cota para participação feminina nas eleições proporcionais – ou seja, para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas Estaduais, Câmaras Municipais e Câmara Legislativa do DF – foi criada no  rasil  em 1995, por meio da Lei nº 9.100/1995. 

Tal lei estabeleceu inicialmente que os partidos deveriam reservar o mínimo de 20% das vagas de candidaturas para mulheres nas eleições proporcionais. Posteriormente, a regra foi aprimorada pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que aumentou o percentual para 30%.

Infelizmente, a iniciativa nunca foi levada a sério de verdade. Diante da lei, os partidos trataram de elaborar mecanismos que simulassem o cumprimento da norma, usando candidaturas laranjas para fazer de conta que estavam cumprindo a legislação.

É por isso que, agora, o Ministério Público emitiu parecer apontando fraude dos partidos Agir, DC e a federação formada pelo PT, PCdoB e PV nas eleições do ano passado que pode levar à perda dos mandatos dos vereadores Dione Carvalho (Agir),  Rosinaldo Bual (Agir), João Paulo Janjão (Agir), Jaildo Oliveira (PV), Elan Alencar (DC) e Zé Ricardo (PT).

Se houve fraude ou não, cabe aos partidos envolvidos se defender junto à Justiça. Mas é o caso de se pensar sobre a própria criação das cotas femininas. Se o objetivo é promover a participação de candidatas nas eleições em todos os níveis, não seria mais adequado incentivar a ação feminina por meio da identificação e formação de lideranças? Não é algo que se construa da noite para o dia. Leva um tempo. É fato que as lideranças femininas existem, mas elas precisam ser levadas a sério. A impressão é que há um esforço para que se passe a mensagem de que as mulheres são valorizadas na política, quando, na realidade, não são.

Falemos a verdade: não há real valorização das mulheres na política. E isso nem é uma opinião, é um fato. A estratégia de inclusão feminina na vida política da nação precisa ser repensada. O País precisa das mulheres participando ativamente das decisões que envolvem o futuro da Nação.