Preços de produtos alimentícios e de limpeza mantém alta
Leite líquido, arroz, feijão e a carne bovina são alguns dos itens que mais tiveram os preços aumentados em 12 meses
Os preços dos alimentos adquiridos em supermercados instalados em Manaus permanecem, na média, elevados e mantêm a barreira de acesso a esses produtos por parte de consumidores. O leite líquido, o arroz, o feijão e a carne bovina são alguns dos itens que assustam quem vai as compras e se depara com os valores postos nas etiquetas expostas nas prateleiras.
Consumidores reclamam também do preço do ovo, do charque, do frango congelado, de materiais de limpeza e de higiene pessoal. Algumas pessoas nesses centros de compra demonstram revolta diante da realidade com que se deparam e a falta de recursos financeiros para adquirir os produtos. Outras relatam que estão comprando em menor quantidade e ou substituindo os alimentos a que estavam habituados por outros que têm preços mais baixos.
Os que têm meio de transporte próprio estão fazendo pesquisas por supermercado e ou trocando informações entre grupo de amigos que se revezam na tarefa de pesquisar preços. Essa atitude é possível para uns poucos e representa alguma economia, mas há uma parcela da população que não consegue realizar tal movimento e tem que fazer as compras mensais em um único dia e lugar. Outro grupo está tentando comprar os produtos em comércios de bairro e feiras.
As dificuldades no acesso a alimentos e produtos de limpeza e de higiene permanecem. A informação governamental de que há queda no preço dos alimentos e de que a economia está equilibrada não se reflete dentro dos supermercados. A classe média que tem nesse tipo de estabelecimento o local preferencial para realizar suas compras reclama e carrega o cartão de crédito.
Os mais pobres parecem não ser percebidos como pessoas portadoras de necessidades básicas e que precisam ser atendidas. Mulheres chefes de família, maioria em várias zonas da capital e em municípios amazonenses, são as que estão fazendo malabarismos para conseguir assegurar pelo menos duas alimentações diárias aos que dependem unicamente delas.
O comportamento entre a indicação oficial de queda nos preços e os preços reais nos locais de compra deixa o consumidor zonzo e diante de um fato: a perda de poder aquisitivo para enfrentar a elevação e permanência dos preços.