Prudência e responsabilidade
Prudência é a palavra de ordem nesse momento em que Manaus inicia o plano de reabertura do comércio. Prudência por parte dos empresários, que precisam seguir à risca as medidas de proteção, como lotação controlada nas lojas, higienização de ambientes e treinamento de funcionários; e também por parte dos consumidores, que têm a obrigação de também fazer sua parte, respeitando o distanciamento recomendado, usando máscaras e saindo apenas quando for realmente necessário.
Infelizmente, como já era esperado, o que se viu no Centro de Manaus e nos shopping centers da cidade, nesta segunda-feira, não foi animador. Aglomerações desnecessárias, idosos e crianças circulando como se não houvesse pandemia e pessoas sem máscaras de proteção ou usando o acessório de forma errada.
O comportamento da população nos próximos dias será decisivo no sucesso ou no fracasso do plano de reabertura dos setores de comércio e serviços, exatamente os mais atingidos pelas medidas restritivas necessárias para contenção da pandemia.
Com o número de óbitos diários e de novos casos em queda, autoridades e lideranças empresariais veem a oportunidade para começar a retomada das atividades, principalmente diante do risco de falência com a inatividade dos negócios, sem falar no impacto que isso teria no mercado de trabalho.
O aumento no índice de desemprego já é uma realidade, conforme mostram os números do IBGE, mas pode ser atenuado com a reativação responsável e cautelosa dos setores afetados pela pandemia. Porém, esse esforço pode ser perdido pela falta de prudência e mesmo de responsabilidade daqueles que não se importam com a própria saúde ou com a dos outros.
O poder público precisa agir para garantir uma retomada segura para todos, fazendo o que não foi feito a contento durante o período de quarentena – fiscalizando a observância das medidas de segurança e, se for preciso, endurecendo punições aos infratores. Sem disciplina por parte de consumidores e empresários, um segundo pico de contaminação e de óbitos em Manaus torna-se praticamente inevitável, ampliando de forma imprevisível os efeitos danosos na saúde, tanto das pessoas quanto dos negócios no Estado.
Foto: Jair Araújo