Segurança na Amazônia
A partir de amanhã, até o dia 24, professores, pesquisadores, estudantes e profissionais a área da segurança pública reúnem-se para um debate relevante: Fronteira e Segurança no Espaço Amazônico. O tema não é novo e já foi tratado por diferentes perspectivas, da militarização das fronteiras à ideia de segurança alimentar. O que anima é a retomada do assunto em dimensão de pluralidade.
Há muito tempo, a segurança pública no espaço amazônico foi posta de lado. Quando abordada o é pelo viés mais imediato em função de ocorrências de todos os níveis que, por sua vez, mobilizam posições de ódio, radicalismo, xenofobia e da efetivação da justiça pelas próprias mãos. A complexidade da questão exige instauração de processos que sejam capazes de envolver as forças vivas legais em debates e avaliações permanentes. O encontro que se inicia nesta quarta-feira (22) apresenta elementos de uma postura que tende a considerar o quadro crítico em que se encontra a região e buscar compreender o porquê dessa situação e, para isso, envolve vários olhares de diferentes especialistas.
Sob responsabilidade do Centro de Estudos da Segurança da Amazônia (Cesam) e com apoio de entidades tais como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e instituição como a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o 3º Seminário Internacional de Segurança da Amazônia (Cisam) poderá produzir leituras e documentos valiosos sobre a pauta da segurança nessa região-continente. E, com eles, inaugurar formas inovadoras e inteligentes de lidar com o avanço de organizações de narcotraficantes no meio urbano e nas demais cidades amazônicas que estabelecem diferentes negócios rentáveis e um rastro de violência e medo.
A iniciativa de reunir para conhecer experiências, ouvir e debater o assunto é importante, pois, retira do marasmo a posição assumida pelos vários Estados da Amazônia e proporciona agir. Significa dizer que no geral, o 3º Seminário Internacional de Segurança da Amazônia, decide enfrentar a pauta e não engavetá-la. O segmento, embora com uma série de problemas, dispõe de um quadro técnico de boa qualidade que pode colocar as inteligências nele reunidas a serviço do estudo e da produção de conhecimentos e de ações que restabeleçam parâmetros de segurança de qualidade tanto na fronteira quanto para além delas, nas cidades amazônicas.