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A Crítica
Opinião

Sob pressão, vacinação acelera

Publicado em 22/06/2021 às 11h34 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h16
Sob pressão, vacinação acelera

Senadores que integram a Comissão Temporária Covid-19 (CTCOVID)  cobraram do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em reunião realizada ontem, um cronograma para a vacinação de toda a população adulta contra a covid-19. No sábado (19), o Brasil ultrapassou meio milhão de mortos pela doença. “Qual o quantitativo mensal de imunizantes por fornecedor, em cada unidade da federação?”, perguntou o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

Queiroga não forneceu um cronograma detalhado, alegando depender de informações dos laboratórios produtores, mas previu que até setembro toda a população brasileira acima de 18 anos terá recebido uma dose de vacina e até o fim do ano, as duas doses. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Otavio Moreira da Cruz, presente à reunião, estimou a aplicação de 41 milhões de doses em julho, 60 milhões em agosto e 60 milhões em setembro. “Consideramos, dentro das condições da carência de vacinas do mundo, uma meta bastante razoável”, afirmou o ministro, sem mencionar que há nações que, por terem antecipado compras (em um ato administrativo muitas vezes arriscado, mas mais do que necessário em condições adversas como é a atual pandemia), já conseguiram vacinar os 70% necessários da população para fazer cair índices de internações a niveis pré-pandemia.

Agora será preciso manter a pressão, materializada na CPI da Pandemia e potencializada em cada post em rede social, cada “ralho” público como o que levou o ministro em Paquetá, para que essa promesa de vacinação total (dos maiores de 10 anos) até dezembro se cumpra. O País já está mostrando que, tendo imunizantes “em mãos”, a fila anda rápido. A aceleração da vacinação é visível em diversas cidades do País, inclusive Manaus – que este mês aplicou 33% do total das doses já usadas este ano. Começam a pipocar notícias de locais, como UBSs na capital de São Paulo, onde acabou o estoque. É preciso repor estoques e acelerar ainda mais o ritmo. Hoje, como já alertou a OMS, o vírus ainda consegue se propagar mais rápido que a campanha de imunização.