Tempo quente e as escolas
Em parte das escolas, o ambiente onde são desenvolvidas as aulas, a condição de ensinar/aprender é afetada em elevado grau, pois, a temperatura fica mais elevada
Estudantes e professores de escolas públicas em Manaus reivindicam atenção às demandas que fazem para restauração de serviços de ar-condicionado nas salas e aula e da parte hidráulica em cozinhas e banheiros desses estabelecimentos. Alguns dos relatos apontam que o problema ocorre há pelo menos três meses. Em parte das escolas, o ambiente onde são desenvolvidas as aulas, a condição de ensinar/aprender é afetada em elevado grau, pois, a temperatura fica mais elevada, estudantes e professores padecem com o calor intenso e a atenção para as informações das disciplinas ministradas é ainda mais impactada.
Nas outras áreas, cozinha e banheiros, as reclamações referem-se a entupimentos e
rompimentos de canos deixando áreas com água acumulada por semanas. Ao final, juntando as partes mais afetadas, várias escolas estão em situação de precariedade que necessitam ser percebidas e solucionadas.
Estudantes afirmam que recursos financeiros adquiridos por meio de rifas e sorteios, destinados a apoiar eventos da comunidade escolar, são rateados para cobrir gastos com serviços de manutenção da escola. Ou a verba captada nessas mobilizações totalmente utilizada nesse expediente de manter a escola em condição mínima de funcionamento.
Pelo volume de reclamação, atos de insatisfação, ocorrência de mal-estar de professores e de estudantes em sala de aula, é possível indicar um quadro preocupante que até agora não motivou anúncio oficial de inspeção nas escolas para averiguar in loco por parte dos órgãos responsáveis pela gestão escolar.
Se considerados os efeitos prejudiciais da pandemia na educação, principalmente nos ciclos do ensino fundamental e médio, somar a eles a inadequação do ambiente escolar tem-se uma realidade complicada. Os esforços de uns poucos para assegurar que estudantes estejam em sala de aula, tenham aula e participem das atividades propostas tanto nesse ambiente quanto em feiras e seminários podem se perdidos.
O que falta? Por que esses problemas se repetem e estão sendo ampliados? Na primeira linha estão os gestores das escolas que recebem as demandas e deveriam levá-las à direção das respectivas secretarias e estas mobilizarem-se para resolver.