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A Crítica
Polícia

Banco dos réus terá em março matadores de policiais no Amazonas

Júri julgará tenente que matou colegas e acusado do Caso Portilho. O PM Paulo Sérgio Portilho foi morto na invasão Buritizal Verde em 2017

Publicado em 01/03/2020 às 15h08 · Atualizado em 22/03/2022 às 17h43
Banco dos réus terá em março matadores de policiais no Amazonas
Foto: Tenente Joselito (de camisa na cabeça), acusado de matar dois colegas de farda após uma bebedeira, vai ser julgado no dia 18. Foto: Arquivo AC

Julgamentos de réus em casos de homicídios que tiveram grande repercussão no Amazonas vão movimentar o Tribunal do Júri, no Fórum Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus, no próximo mês. Entre os casos que serão julgados estão dois que envolvem a morte de policiais militares.

O tenente da Polícia Militar Joselito Pessoa Anselmo é um dos que enfrentarão os jurados. Ele é acusado de matar dois colegas de farda no início do ano passado. Outro que vai sentar no banco dos réus é José Cleidson Wecker Rodrigues, que confessou ter matado o soldado Paulo Sérgio Portilho em 2017.

O julgamento do tenente Joselito está previsto para ocorrer no dia 18 de março. Ele é acusado de matar o sargento Edizandro Santos Louzada e o cabo Grasiano Monteiro Negreiros durante uma discussão ocorrida dentro de uma viatura, descaracterizada, da polícia, em janeiro do ano passado.

Na época mais duas pessoas ficaram feridas e várias versões do fato foram ditas. Os policiais teriam saído de uma festa, onde tinham consumido bebida alcoólica e usavam a viatura da Polícia Militar no momento de lazer.

O crime, de acordo com informações da polícia divulgadas nos dias subsequentes ao fato, teria acontecido após um desentendimento de Joselito com Grasiano, que conduzia o automóvel e levaria todos para casa. No caminho, durante a discussão, Joselito disparou na nuca de Grasiano, que perdeu o controle do veículo e acabou capotando. O sargento Edizandro também foi atingido com um tiro na cabeça e morreu. Outros dois policiais que estavam com o trio foram atingidos, mas não morreram. O crime aconteceu por volta das 2h da manhã do dia 5 de janeiro de 2019, na rua Monte Horebe, bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte da capital.

Soldado Portilho

José Cleidson Wecker Rodrigues também será julgado em março. O caso tramita na 3ª Vara do Tribunal do Júri e no julgamento previsto para o dia 25.

O soldado Paulo Sérgio Portilho desapareceu no dia 26 de maio de 2017 após sair para o trabalho de segurança que fazia em uma pizzaria nos finais de semana. Quatro dias depois, o corpo dele foi encontrado enterrado em um terreno na invasão Buritizal Verde, no bairro Nova Cidade, Zona Norte da capital.

O crime gerou comoção e revolta entre a classe de policiais. As investigações apontaram, na época, que o soldado foi assassinado apenas porque era policial militar e foi identificado por moradores após visitar um terreno no local.

Atualmente, 11 pessoas respondem pelo crime, mas por enquanto só José Cleidson vai a julgamento. Inicialmente foram apontadas e indiciadas pela morte do policial 12 pessoas, mas uma delas foi assassinada, ainda em 2017, e teve o nome retirado do processo.

‘Anjo da Morte’

Também vai a julgamento no Tribunal do Júri Francisco Diego dos Anjos Albuquerque, o “Anjo da Morte”, por um dos muitos homicídios pelos quais responde.

O pistoleiro, segundo as autoridades policiais, era um dos braços direitos da FDN e já matou mais de 20 pessoas. A previsão é que o julgamento dele ocorra sob um forte esquema de segurança na segunda semana de março. Atualmente, segundo fontes do jornal A Crítica, ele está em um presídio fora do Amazonas.