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A Crítica
Política

Novo ataque à Zona Franca de Manaus tem repercussão tímida em sessão da CMM

Somente quatro dos 41 vereadores dedicaram o tempo na tribuna para falar sobre o assunto e nenhum dos críticos citou diretamente o presidente da República

Publicado em 18/04/2022 às 16h52 · Atualizado em 18/04/2022 às 17h50
Novo ataque à Zona Franca de Manaus tem repercussão tímida em sessão da CMM

Após aprovar moção de repúdio até pra filme do catálogo da Netflix, vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) tiveram um tímido debate sobre a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida prejudicial à Zona Franca de Manaus (ZFM) foi efetivada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de decreto, na última quinta-feira (14).  

Somente quatro dos 41 vereadores dedicaram o tempo na tribuna para falar sobre o assunto e nenhum dos críticos citou diretamente o presidente da República. 

A questão foi introduzida pelo presidente da Comissão de Finanças, vereador Lissandro Breval (Avante) ressaltou a importância do modelo para a economia de Manaus e destacou a iniciativa do governador Wilson Lima (UB) em ingressar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Já o presidente da Comissão de Empreendedorismo e Inovação, vereador Diego Afonso (UB) repudiou a iniciativa, mas classificou a medida como uma iniciativa do ministro da Economia, Paulo Guedes.  

“Essa casa não pode se calar e nao pode deixar de se posicionar. Quem é contra a Zona Franca, é contra a nossa cidade é contra todos os amazonense. E eu não poderia levar essa ‘pexa'”, declarou Diego defendendo que osparlamentares se reúnam e viajem para Brasília.

A proposta também foi defendida pelo vereador Rodrigo Guedes (PSC), desde que os custos fossem pagos pelos próprios parlamentares. Segundo ele, o decreto federal tem sido palco de uma disputa política que vai “condenar a população amazonense, enquanto a elite, principalmente, do funcionalismo público vai continuar recebendo seus salários”.

“A gente vê todo tipo de debate e questão eleitoral contaminando esse debate virou uma discussão muito mais eleitoral do que sobre a gravidade do que está acontecendo. Mas já foi dito que isso não acontece da noite pro dia. Isso precisa ser de anos, de décadas e alguém precisa começar. Não é na canetada que isso vai se resolver”, reforçou Rodrigo. 

Por fim, o 1° vice-presidente da CMM, Walace  Oliveira (Pros) declarou que o papel do parlamento tem sido feito e, diferente do que dizem os defensores do governo federal, não é possível substituir o modelo econômico amazonense a curto prazo. 

“Não é  de uma hora para outra, por uma matriz paralela que vamos ter uma essa substituição. As coisas tem que correr juntas. Algumas coisas que se falam não vai gerar postos de trabalho de uma hora pra outra”, disse.