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A Crítica
Política

PGE entra com ação no TSE contra Bolsonaro por reunião com embaixadores

vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, pediu que a Corte Eleitoral aplique a Bolsonaro uma multa que pode variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil. PGR afirma que presidente "desinformação acerca das eleições"

Publicado em 10/08/2022 às 18h10
PGE entra com ação no TSE contra Bolsonaro por reunião com embaixadores
Foto: Reprodução

O vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Jair Bolsonaro, devido aos ataques ao sistema eleitoral durante reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em 18 de julho.  Hoje, em decisão sem relação com a ação, o Youtube anunciou a remoção do vídeo no perfil do presidente.

Gonet pediu que a Corte Eleitoral aplique a Bolsonaro uma multa que pode variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil. Também solicitou que 13 sites retirem do ar os vídeos com o discurso do presidente.

Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, “o caso se inclui no âmbito da ilicitude da propaganda antecipada. Cabe ver no discurso o equivalente a pedido de não voto em todos os demais candidatos, dada a consequência de gerar na população descrédito e, portanto, a disposição de não votar em quem quer que seja, que não o candidato que se apresenta como vítima”, disse.

As falas de Bolsonaro, continua Gonet, caracterizam “propaganda negativa de todo o sistema eleitoral, que lhe afeta a credibilidade e, por isso, até a de todos os candidatos que aceitam participar do pleito segundo as regras vigentes”.

Ele também aponta que os ataques do presidente ultrapassaram os limites da liberdade de expressão. “Discursos dissociados de fatos estabelecidos não se justificam no campo da troca lídima de ideias nem no ambiente do compartilhamento idôneo de informações.”

“A tentativa de infundir temor no eleitor sobre o respeito efetivo da sua vontade, atribuindo maquinações ou negligência aos que gerem as eleições, não encontra base devidamente demonstrada e despreza argumentos e evidências sólidas”, prosseguiu Gonet.

Nesta semana, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) outro pedido de investigação contra Bolsonaro, devido ao mesmo episódio, mas no âmbito criminal.