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A Crítica
Saúde

Sinais que salvam vidas

Médica reforça a importância de reconhecer os sintomas de infarto e AVC para aumentar as chances de um tratamento eficaz

Publicado em 24/05/2025 às 18h17
Sinais que salvam vidas
Foto: Reprodução

A preocupação com as doenças cardiovasculares e cerebrais tem se tornado cada vez mais constante. Por isso, entender os sinais de alerta é crucial para a preservação da vida. Em entrevista ao VIDA & ESTILO deste sábado (24), a médica cardiologista Samantha Carvalho destaca a importância de reconhecer os sintomas de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), que podem se manifestar de maneiras sutis.

Ela enfatiza que a rapidez na identificação desses sinais pode ser a chave para um tratamento eficaz e, muitas vezes, salvar vidas. “A primeira medida ao reconhecer os sinais [de infarto ou AVC] é procurar um pronto atendimento nas primeiras 3h dos sintomas. O quanto antes, melhor”, frisou.

“Esse tempo é o tempo habitual preconizado para que as medidas medicamentosas na emergência sejam eficazes”, acrescentou a especialista.

Entretanto, para identificar os sinais, é necessário conhecer a fundo essas condições. De acordo com Samantha, os sintomas mais comuns do infarto são: dor no peito, tipo mal estar, algo inespecífico ou associado a náuseas; queda ou aumento de pressão; e irradiação para dorso, braços ou pescoço. “Ou também podem não apresentar nenhum desses
sintomas e ser silencioso”, alertou.


Samantha Carvalho lista ainda a realização de exames de rotina e a adoção de hábitos de vida saudáveis como importantes aliados na luta contra o infarto e o AVC (Foto: Divulgação)

Já o AVC pode ser caracterizado por desorientação, sonolência e perda da fala, sintomas diferentes de uma enxaqueca comum. “A enxaqueca não ocasiona paralisia ou perda de função motora, como um AVC”, diferenciou.

Exames

Assim como em outras doenças, há fatores de risco pessoais ou familiares que podem aumentar a probabilidade de condições cardiovasculares, como sedentarismo, estresse, alimentação inadequada (rica em gorduras trans), alcoolismo, tabagismo, histórico familiar de morte por doença cardíaca precoce (40-50 anos, em média), obesidade, transtornos ansiosos e sono ruim entre outros.

“O importante é tentar minimizar os fatores que podemos modificar, principalmente no que se relaciona à saúde mental, física e alimentar”, ressaltou a cardiologista. Exames para a detecção precoce de problemas cardiovasculares também são indicados, aponta Samantha. “O check-up deve ser anual, de preferência, incluindo exames de imagem e à prova de esforço. Vai de acordo com a avaliação cardiológica direcionada. Nenhum exame é obrigatório, vai estar na dependência do que o médico pretende investigar”.

A boa notícia é que, seguindo algumas práticas diárias, é possível reduzir os riscos de desenvolver as doenças. “É necessário sempre equilibrar saúde e trabalho, mesclar com momentos de realização pessoal e direcionar para os hábitos saudáveis. Procurar ter um tempo para si, o físico e o mental”, finalizou.