Uma nova fronteira na dermatologia
Especialista fala sobre o Volnewmer, nova tecnologia que atua como um biorremodelador de colágeno, combatendo a flacidez da pele
A dermatologia avança a passos largos, e o Volnewmer surge como uma tecnologia inovadora, que promete revolucionar o tratamento da pele. Trata-se de um sistema de radiofrequência monopolar que atua como um biorremodelador de colágeno. Em outras palavras, ele melhora a textura (da pele) e reduz sinais de envelhecimento.
A dermatologista Patrícia Bandeira de Melo relatou ao VIDA & ESTILO deste sábado (30) como o Volnewmer funciona.
“O seu aquecimento volumétrico promove a contração intensa das fibras colágenas que o paciente já tem e, também, estimula de forma vigorosa a produção de novas fibras. Isso gera uma importante retração da pele tratada com um efeito de melhor firmeza, suavização da flacidez e melhora da aparência da pele”, explicou a especialista.
De acordo com Patrícia, em uma única sessão, o paciente tem uma melhora progressiva da pele tratada, com resultados que podem se aprimorar ainda mais nos meses seguintes.
“Os maiores benefícios [do Volnewmer] são em relação a rugas e flacidez. Áreas como a flacidez ao redor dos olhos, ao redor da boca, as rugas do sorriso próximo ao lábio e flacidez na região abaixo do queixo [submento] são muito beneficiadas pela tecnologia, que promove o incremento na regeneração do tecido tratado de forma intensa e progressiva”, listou.
Tipos de pele
Conforme a dermatologista, as peles que mais se beneficiam com o Volnewmer são aquelas que já apresentam algum grau de flacidez – com rugas evidentes pelo afinamento da pele.
“A tecnologia promove um efeito de ‘espessamento da derme’, com melhora consequente do aspecto da flacidez. Todas as peles podem se beneficiar desta tecnologia, no entanto, pacientes portadores de marcapasso cardíaco e que apresentem metais [pinos, placas e parafusos] na área a ser tratada não podem utilizar o Volnewmer. Grávidas também não podem realizar o tratamento, bem como presença de infecção ativa na pele a ser tratada constitui outra contraindicação”.
Mesmo sendo visível a melhora após a sessão, a reorganização das fibras colágenas e o surgimento de novas continuam acontecendo nos meses que se seguem à aplicação. Esta sessão pode ser única (uma vez ao ano) ou a cada seis meses, dependendo do grau de flacidez do paciente.
“Esses resultados podem durar de seis meses a um ano, e o tratamento pode ser usado de forma isolada ou associado a outras tecnologias que tratam diferentes camadas da pele [tratamento em multicamadas], o que promove uma grande melhora pela abordagem ampla da pele”, completou Patrícia.
É doloroso?
A dermatologista diz que, de uma forma geral, o procedimento é muito tranquilo e tolerável, com uma sensação de aquecimento controlado na área do disparo – mas de forma muito suportável e amena.
“De uma forma geral, não existe necessidade de recuperação pós-procedimento e o paciente pode voltar logo após às suas atividades diárias. Pode acontecer uma vermelhidão na área tratada que logo se dissipa e, no máximo, recomenda-se o uso do filtro solar no pós procedimento”, finalizou Patrícia.