A Amazon encerrou definitivamente um de seus principais produtos no Brasil. Desde a última quarta-feira, dia 20 de maio, os Kindles lançados em 2012 e anos anteriores passaram a não poder mais comprar, pegar emprestado ou baixar novos livros através da Loja Kindle.
Isso se deve ao encerramento do suporte para modelos mais antigos do aparelho usado por diversos brasileiros para leitura. De acordo com a empresa de tecnologia, os usuários que cancelarem o registro ou restaurarem as configurações de fábrica de um desses dispositivos após o prazo poderão não conseguir registrá-lo novamente.
O que é praticamente certo é que os dispositivos precisam ser redefinidos e as contas alteradas – problemas poderão ser vistos. Na prática, os aparelhos se tornam inutilizáveis de agora em diante. E o detalhe é que o aviso foi feito aos clientes com apenas cinco semanas de antecedência.

A Amazon defende que se trata de uma decisão de segurança, sugerindo que os usuários migrem para um dispositivo mais recente. Essa transição seria feita com um desconto, o que não necessariamente é uma vantagem para o leitor, tendo em vista que alguns dos novos Kindles vêm com anúncios.
Amazon poderia ter adotado estratégia diferente
Ao dar semanas para os clientes realizarem a transição, a gigante de tecnologia quebra a confiança dos usuários do Kindle. Uma estratégia diferente, como o encerramento das atualizações preservando a função principal, estenderia esse prazo em anos, assim causando um outro efeito – inclusive no meio ambiente, gerando menos desperdício.
Essa prática, porém, não é nova e nem de exclusividade da Amazon. Ela tem sido cada vez mais vista no mercado. É dessa maneira que funciona a obsolescência programada, estratégia adotada com o intuito de reduzir a vida útil dos aparelhos e, ao mesmo tempo, estimular o consumo da população sem necessidade.






