Árbitros brasileiros que atuarem na Copa do Mundo podem receber uma recompensa histórica pelo trabalho realizado durante o torneio. A expectativa envolve uma valorização inédita da arbitragem, colocando os profissionais entre os grandes beneficiados financeiramente pela competição.
Segundo informações divulgadas pelo jornal The Times, a Fifa prevê uma remuneração individual de até 100 mil dólares, cerca de R$ 519 mil, para os árbitros escalados para a Copa do Mundo. O montante é considerado um dos maiores já destinados à categoria em uma única edição do torneio.
A iniciativa faz parte de um movimento de valorização dos profissionais que atuam dentro das quatro linhas. Em comparação com a Copa do Mundo de 2014, o valor previsto atualmente representa o dobro do que foi pago aos árbitros naquela ocasião.
Outro ponto que chama atenção é a possibilidade de ganhos adicionais ao longo da competição. Após o encerramento da fase de grupos, os árbitros que permanecerem na disputa tendem a receber bônus relacionados aos confrontos do mata-mata.
Entre os brasileiros, Raphael Claus, Ramon Abatti Abel e Wilton Pereira Sampaio estão entre os nomes que podem ser contemplados com a premiação. Wilton, inclusive, foi confirmado para comandar a partida de abertura entre México e África do Sul.

Quanto esse valor representa em comparação ao futebol brasileiro?
A diferença fica ainda mais evidente quando comparada aos ganhos dentro do futebol nacional. Em 2026, a CBF oficializou um programa de profissionalização que passou a oferecer salário fixo e remuneração variável para 72 árbitros, assistentes e árbitros de vídeo contratados.
Nesse cenário, um árbitro Fifa pode receber até R$ 60 mil em um mês trabalhando em quatro partidas do Campeonato Brasileiro. Justamente por isso, a premiação prevista pela Fifa equivale a aproximadamente oito meses e meio de atuação no futebol nacional, sem considerar possíveis lesões ou períodos de afastamento.





