O Banco Central anunciou uma mudança que promete facilitar a vida de milhões de brasileiros que utilizam o Pix no dia a dia. A partir de uma nova regulamentação, os pagamentos por aproximação deixarão de ter o limite de R$ 500 por transação e passarão a seguir os mesmos valores máximos já definidos pelos clientes em suas contas bancárias, ampliando a flexibilidade e tornando as operações mais parecidas com as transferências tradicionais.
A alteração foi formalizada por meio da Instrução Normativa nº 746/2026 e também vale para os pagamentos realizados pela chamada Jornada Sem Redirecionamento (JSR), modalidade do Open Finance que permite iniciar transferências diretamente por carteiras digitais e serviços integrados, sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco. Com isso, os usuários poderão solicitar às instituições financeiras o aumento ou a redução dos limites.

Até então, as operações por aproximação estavam sujeitas a um teto de R$ 500 por pagamento, regra criada quando a modalidade foi regulamentada, em 2024. Com a nova norma, esse limite específico deixa de existir e as transações passam a obedecer ao mesmo padrão aplicado ao Pix convencional, seja por chave cadastrada ou QR Code. Segundo o Banco Central, a medida busca padronizar o tratamento entre as diferentes formas de pagamento disponíveis no sistema.
Nova medida passa a valer para o Pix
As instituições financeiras terão até 1º de outubro de 2026 para promover as adaptações necessárias e implementar as mudanças. Disponível desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite realizar pagamentos apenas aproximando o celular da maquininha, de maneira semelhante aos cartões com tecnologia NFC, dispensando a leitura de QR Code ou a digitação manual da chave Pix.
Apesar da expansão da modalidade, os usuários de iPhone ainda não têm acesso ao Pix por aproximação no Brasil. A implementação da tecnologia nos aparelhos da Apple depende do desfecho das discussões entre a empresa e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investiga possíveis práticas anticompetitivas relacionadas ao acesso à tecnologia NFC.





