Em breve, o Brasil terá o maior rio artificial da América Latina. Trata-se do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), um megaprojeto hídrico do Governo do Ceará que promete ampliar o acesso à água em uma das regiões mais secas do Nordeste brasileiro.
Com mais de 90% das obras concluídas, a estrutura tem previsão de conclusão para o mês de junho. O sistema terá mais de 145 quilômetros de extensão, o que o coloca como um dos maiores projetos de infraestrutura hídrica do país. Quando concluído, o deverá garantir o abastecimento hídrico da região do Cariri, a segunda mais populosa do Ceará.
A água será captada na Barragem de Jati, integrada ao Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, e seguirá até a nascente do Rio Cariús, na cidade de Nova Olinda. A prioridade do CAC é o consumo humano, mas o projeto também prevê a possibilidade de suporte para atividades industriais, turismo e agricultura irrigada.

Compõem o Cinturão das Águas canais a céu aberto, sifões e túneis projetados para transportar água de forma eficiente ao longo do território cearense. O investimento inicial estimado do projeto era de R$ 800 milhões. Contudo, a complexidade técnica das etapas finais elevou o custo para mais de R$ 1 bilhão.
CAC irá abranger 24 municípios
Segundo o governo cearense, o empreendimento contemplará 24 municípios e deve beneficiar imediatamente mais de 561 mil pessoas. Considerando futuras conexões com Fortaleza, capital do estado, a capacidade poderá atender mais de 5 milhões de habitantes.
convém destacar, também, o impacto da construção na economia regional. Atualmente, mais de 1.500 trabalhadores atuam diretamente na obra. A operação e o monitoramento do sistema serão de responsabilidade da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), que realizará o controle mensal dos volumes de água distribuídos.






