Os brasileiros que declararam Imposto de Renda precisam ficar atentos a um novo golpe que vem sendo aplicado. Se aproveitando da ansiedade de quem acompanha o calendário de pagamentos, criminosos criaram um esquema para induzir as vítimas a compartilhar dados pessoais, fazer transferências via Pix ou clicar em links maliciosos.
O golpe começa com abordagens via e-mail, SMS ou WhatsApp prometendo antecipar o pagamento ou resolver supostas “pendências” na declaração. O ponto-chave é a cobrança de uma falsa taxa de liberação ou direcionamento para sites clonados que roubam senhas e dados do contribuinte.
Para passar credibilidade, os fraudadores investem em sites falsos cada vez mais parecidos com os portais oficiais, utilizando logotipos, cores e linguagem parecidas com as que são usadas pelo governo. Crendo ser uma fonte legítima, o contribuinte acaba entregando informações sensíveis.
O alerta em relação aos golpes ganhou força após o pagamento do primeiro lote da restituição de 2026, realizado no fim de maio. Como há depósitos programados para junho e agosto, a recomendação dos especialistas é para redobrar a atenção.
Além do prejuízo financeiro, os danos envolvem risco real de invasão de contas, contratação indevida de empréstimos e uso fraudulento do CPF. A Receita Federal reforça que não envia links, não usa o WhatsApp para pagamentos e também não cobra nenhuma taxa para liberar os valores.

O que fazer após cair no golpe?
Caso aconteça de cair no golpe, o contribuinte deve seguir os seguintes passos:
Contatar o banco: comunicar a fraude à instituição financeira para solicitar medidas preventivas e verificar a possibilidade de acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.
Registrar um Boletim de Ocorrência: em seguida, fazer o registro policial detalhando os dados da conta que recebeu o dinheiro ou os links utilizados pelos criminosos.
Modificar senhas: feita a ocorrência, o próximo passo é alterar imediatamente as credenciais de acesso da conta Gov.br e dos aplicativos bancários eventualmente acessados durante o ocorrido.
Monitorar o CPF: por fim, é importante monitorar os extratos bancários e serviços de proteção ao crédito para identificar rapidamente qualquer tentativa de contratação de produtos financeiros.





