A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estava disposta a pagar o maior salário de técnico do mundo para Jorge Jesus. Cotado para assumir a Seleção Brasileira antes de Carlo Ancelotti, o português ficou muito perto de se acertar com a entidade, conforme relatou em sua coluna no jornal Record.
Segundo JJ, o primeiro contato entre a cúpula da confederação e seu estafe aconteceu em novembro de 2024, em Portugal. Na ocasião, lhe foi oferecido um salário que o transformaria no treinador mais bem pago do planeta, além do pagamento da multa rescisória com o Al-Hilal, da Arábia Saudita.
“Colocaram-me em videochamada com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e ofereceram-me um salário que me transformaria automaticamente no selecionador mais bem pago do mundo. Também garantiam o pagamento dos 11 milhões de euros necessários para eu poder rescindir com o Al-Hilal”, escreveu.

As partes chegaram a encaminhar o acordo. Jesus cumpriria os últimos compromissos pelo Hilal e assumiria o cargo em maio de 2025. Acontece que Dorival Júnior foi demitido antes e o então presidente da entidade solicitou a vinda do lusitano antes do previsto.
Ainda segundo o ex-Flamengo, tudo aconteceu rapidamente depois disso. Ednaldo foi destituído da presidência e oito dias depois o Real Madrid oficializou a saída de Ancelotti do comando técnico. Foi então que o italiano passou a ser o foco da CBF.
Jorge Jesus não quis deixar o Al-Hilal
Em sua coluna, Jesus relatou que poderia ter aceitado a proposta de comandar a Seleção imediatamente. Contudo, sentiu que, naquela oportunidade, não poderia deixar a agremiação saudita na mão. E o resto, como se sabe, é história.
“Podia ter dito ‘sim’ ao Brasil em janeiro de 2025? Podia, mas naquele momento considerei que não devia abandonar os desafios que tinha em mãos com o Al Hilal”, concluiu JJ.






