Cientistas foram buscar explicação para um lago um lago um tanto quanto diferente, composto por águas cor-de-rosa. Situado em Middle Island, na Austrália, uma ilha deserta, o Lago Hillier possui 600 metros de extensão e mais parece um cenário de ficção científica.
O que também chama atenção é o fato do lago manter sua cor permanentemente, diferente de outras massas de água, que mudam seu tom de acordo com a iluminação ou a estação do ano. Quando coletada em um recipiente, a água ainda continua rosa, o que aumentou ainda mais a curiosidade dos especialistas.
Não se trata, portanto, de uma ilusão de ótica causada pelo reflexo do céu ou pelo fundo do lago. Durante muito tempo, a razão pela qual esse fenômeno acontece também foi um enigma para a comunidade científica. A resposta só veio recentemente, com a confirmação de que a coloração é causada por microrganismos extremófilos.

A microalga Dunaliella salina produz pigmentos avermelhados, conhecidos como carotenoides. Para conseguir se proteger da alta salinidade da água e da luz solar intensa da região, o organismo reage dessa maneira – sem isso, a vida não prosperaria em um ambiente tão hostil.
As bactérias halofílicas que vivem nas crostas de sal também contribuem para a tonalidade rosada. Estudos da University of Western Australia revelaram que essa combinação de vida microscópica é responsável pela formação de ecossistema raro e fascinante, cujo efeito visual não passa despercebido.
É possível mergulhar na água cor-de-rosa?
É quase inevitável olhar para o Lago Hillier e não se questionar se é possível mergulhar em sua água rosa. Embora pareça artificial ou fruto de poluição química, a água não é tóxica para os seres humanos e, teoricamente, seria seguro nadar nela.
A grande questão, porém, é a alta concentração de sal, que proporciona uma flutuabilidade extrema, podendo irritar a pele e os olhos de forma severa. Seria uma experiência semelhante a entrar no Mar Morto, situado na fronteira entre Israel, Jordânia e Cisjordânia.
Além disso, a preservação ambiental impede o livre acesso dos turistas ao local. O equilíbrio químico do local é tão delicado que a presença humana constante poderia alterar a sobrevivência das microalgas.






