A relação entre o Corinthians e a família de Lucas Flora atravessa seu momento mais delicado. Considerado uma das maiores promessas das divisões de base do país, o garoto de apenas 12 anos ficou fora das competições de sua categoria em 2026 e se tornou o centro de uma disputa que envolve divergências sobre seu desenvolvimento esportivo, questões contratuais e críticas públicas entre as partes.
Nos bastidores, dirigentes do Corinthians afirmam que Flora ainda não conseguiu repetir no futebol de campo o mesmo desempenho que apresenta no futsal. Segundo uma fonte ligada à cúpula do clube, o jogador foi promovido ao Sub-13, mas encontrou dificuldades para competir com atletas mais velhos e fisicamente mais desenvolvidos. A decisão de retorná-lo ao Sub-12 teria desagradado à família, que passou a não levá-lo mais aos treinamentos.

A tensão aumentou depois que o pai do atleta afirmou publicamente que pretende tirar o filho do Corinthians, alegando falhas no processo de formação e citando a ausência de inscrição no Campeonato Paulista de 2026. “Ao longo desses anos, sempre priorizamos os desejos e as escolhas do nosso filho, deixando de lado outras possibilidades que poderiam ser mais vantajosas para sua carreira. Ainda assim, o clube volta a cometer falhas no processo de formação dele”, declarou.
Corinthians vive impasse com família de Lucas Flora
O Corinthians, por sua vez, sustenta que Flora continua vinculado ao clube e que não existe respaldo jurídico para um desligamento unilateral. A diretoria afirma ainda que tentou retomar o diálogo com os pais do atleta nas últimas semanas, mas não obteve resposta. O clube ressalta que o menino possui contrato de direito de imagem, recebe cerca de R$ 20 mil mensais entre salário e ajuda de custo e segue sendo tratado como uma joia.
Em meio ao impasse, a direção alvinegra pretende insistir nas conversas para buscar uma solução amigável. O caso ganha ainda mais repercussão porque Flora é apontado como um dos talentos mais promissores de sua geração e pelo fato do Corinthians ter a expectativa de, no futuro, assinar seu primeiro contrato de formação, permitido pela legislação a partir dos 14 anos.





