Remando na contramão da NASA, Elon Musk pode realizar o maior feito da história no comando da SpaceX. Enquanto a agência espacial do governo estadunidense foca em sua mais recente missão na lua, a empresa liderada pelo empresário sul-africano se aproxima do IPO na bolsa de valores.
Conforme publicou a Reuters, a companhia de Musk apresentou documentação de forma confidencial e trabalha com uma proposta que pode levantar até US$ 75 bilhões, com avaliação de até US$ 1,75 trilhão. Esse movimento faria ela superar o recorde da Saudi Aramco e se tornar a maior estreia em Bolsa já registrada.
Além dos lançamentos ligados à NASA, a precificação da companhia é vista como um indicativo do apetite de investidores por grupos intensivos em tecnologia, sobretudo após a integração com a xAI. A própria estrutura também entra na avaliação, reunindo operações de foguetes, internet via satélite e ativos ligados à inteligência artificial.

Um dos fatores que sustentam o interesse do mercado é a Starlink, que correspondeu a boa parte da receita de 2025. Diante desse contexto, analistas tratam a abertura de capital como um teste relevante. No entanto, a leitura é difícil, tendo em vista de que se trata de uma combinação de áreas muito diferentes entre si sob a mesma estrutura.
Elon Musk é “peça” fundamental da NASA
No decorrer dos últimos anos, a relação entre as partes deixou de se limitar à lógica de contratante e contratada. A SpaceX se tornou uma peça central dos interesses dos Estados Unidos no âmbito da exploração espacial.
Os contratos ajudaram tanto a empresa privada a impulsionar sua expansão quanto a agência espacial do governo em seus projetos, como o programa Artemis.
Os objetivos de ambas, porém, são distintos: enquanto a Nasa atua dentro de metas públicas e cronogramas institucionais, a SpaceX combina a atuação espacial com negócios de conectividade e inteligência artificial.






