Enquanto o trem mais rápido do Brasil promete viagens de até 140 km/h entre Campinas e São Paulo, um modelo já em operação na China chama atenção por atingir velocidade comparável à de aviões. Justamente por isso, o contraste entre os dois projetos vem despertando curiosidade entre passageiros e entusiastas do transporte ferroviário.
O destaque internacional é o Shanghai Maglev, considerado o trem comercial mais rápido do mundo. Inaugurado em 2004, ele alcança 460 km/h em operação regular na cidade de Xangai, utilizando a tecnologia de levitação magnética, conhecida como maglev, que faz o trem “flutuar” sobre os trilhos.
Com isso, o atrito praticamente deixa de existir, permitindo velocidades extremamente altas durante o percurso. A linha conecta o Aeroporto Internacional de Pudong ao centro financeiro da cidade, cobrindo cerca de 30 quilômetros em apenas alguns minutos, algo que até mesmo muitos sistemas ferroviários modernos ainda não conseguem entregar.
Além da velocidade impressionante, o Shanghai Maglev também virou símbolo de inovação tecnológica na China. O sistema é silencioso, estável e oferece uma experiência futurista aos passageiros, principalmente pelos painéis que mostram a velocidade em tempo real ao longo da viagem.
A marca de 460 km/h, inclusive, é considerada comum na aviação e pode representar tanto a velocidade de cruzeiro de aeronaves de médio porte quanto limites operacionais de grandes jatos. No entanto, o trem chinês segue realizando esse desempenho em operação comercial regular.

Projeto brasileiro avança em São Paulo
No Brasil, a principal novidade é o Trem Intercidades, que deve transformar a mobilidade entre Campinas e a capital paulista. O projeto está estimado em R$ 14,2 bilhões e prevê viagens de até 140 km/h, reduzindo o trajeto para aproximadamente 64 minutos.
O Governo de São Paulo informou ainda que o sistema reunirá o serviço expresso entre Campinas e São Paulo, o Trem Intermetropolitano entre Jundiaí e Campinas e a modernização da Linha 7-Rubi. A proposta também prevê capacidade aproximada para 860 passageiros por viagem, justamente para ampliar o transporte ferroviário na região.






