A pressão sobre técnicos do futebol brasileiro voltou a crescer nos últimos dias, justamente após decisões importantes envolvendo dois clubes tradicionais do país. No entanto, enquanto um deles já precisou lidar com os custos de uma demissão recente, o outro pode enfrentar um cenário financeiro ainda mais pesado.
O São Paulo decidiu encerrar o trabalho de Hernán Crespo mesmo com contrato vigente, situação que obrigará o clube a pagar cerca de R$ 1,8 milhão ao treinador argentino. O valor corresponde a três salários previstos no acordo firmado entre as partes após a saída do técnico.
Além do treinador, outros profissionais da comissão também deixaram o clube paulista junto com Crespo. Entre eles estão os auxiliares Juan Branda e Victor López, os preparadores físicos Federico Martinetti e Leandro Paz, além do preparador de goleiros Gustavo Nepote.
Enquanto isso, no Santos, o nome de Juan Pablo Vojvoda passou a ser debatido internamente após o empate por 2 a 2 contra o Mirassol. O resultado aumentou a pressão sobre o treinador e fez a diretoria discutir os próximos passos no comando da equipe.
A avaliação dentro do clube é que o time apresentou desempenho abaixo do esperado, até mesmo depois de ter tido cerca de dez dias livres para treinamentos no CT Rei Pelé. O cenário acabou ampliando a cobrança sobre o trabalho do treinador argentino.

Decisão do Santos pesa na questão financeira
A situação financeira também pesa na análise da diretoria liderada por Marcelo Teixeira. Isso porque a multa rescisória de Vojvoda não foi divulgada oficialmente pelo Santos até o momento.
No entanto, contratos desse tipo no futebol brasileiro costumam prever pagamento mínimo equivalente a três meses de salário do treinador em caso de demissão. Justamente por isso, caso essa regra também se aplique ao contrato de Vojvoda, o Santos poderia ter que desembolsar cerca de R$ 4,2 milhões para encerrar o vínculo.






