A FIA confirmou uma mudança de última hora para o GP de Mônaco de 2026 e os carros da Fórmula 1 terão uma configuração diferente da usada nas demais etapas. A decisão já foi aprovada para a corrida marcada entre os dias 5 e 7 de junho, justamente por causa das características do circuito.
Segundo a Federação Internacional do Automobilismo, os pilotos não poderão utilizar o chamado “modo reta” durante toda a prova em Monte Carlo. A medida foi adotada porque o traçado do Circuito de Monte Carlo não possui uma reta com pelo menos três segundos de duração, requisito mínimo para ativar o sistema.
O modo reta faz parte das novidades técnicas introduzidas no regulamento da Fórmula 1 para 2026. Com o acionamento de um botão, os pilotos conseguem alterar a configuração das asas traseiras e dianteiras, que agora também podem se abrir para reduzir o arrasto aerodinâmico e aumentar a velocidade dos carros.
No entanto, em Mônaco a situação será completamente diferente. Os carros disputarão toda a corrida no chamado “modo curva”, mantendo os flaps das asas fechados durante praticamente todo o tempo. Isso aumenta o desempenho nas curvas, algo considerado mais adequado para o circuito urbano do principado.
O próprio traçado oficial do GP de Mônaco 2026 já foi disponibilizado pela Fórmula 1 sem as marcações destinadas ao uso do modo reta. O desenho mostra apenas as zonas de detecção, ativação do botão de ultrapassagem e também os pontos de radar de velocidade espalhados pela pista.

FIA ainda avalia nova limitação para os motores
Além disso, a expectativa é que os motores utilizem uma configuração de potência reduzida em Monte Carlo. O sistema, chamado internamente de “Rev 1”, serviria para evitar mudanças bruscas de velocidade em trechos mais travados, embora a FIA ainda não tenha confirmado oficialmente essa determinação.
As mudanças acontecem justamente após a reformulação técnica da Fórmula 1 para 2026, que aumentou o protagonismo da parte elétrica dos carros. Atualmente, quase metade da potência dos veículos vem desse sistema, obrigando os pilotos a administrarem a recuperação de energia durante as corridas, algo que gerou críticas e motivou novas alterações previstas para 2027.






