A Fórmula 1 terá mudanças significativas a partir do dia 3 de maio. Isso porque recentemente a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou uma série de mudanças na categoria. As alterações abrangem classificações, segurança e consistência durante as corridas, largadas e disputas na chuva.
As mudanças foram definidas após discussões virtuais que envolveram chefes das equipes, representantes das fornecedoras de motores e pilotos. Três encontros foram realizados entre as partes ao longo deste mês, sendo a última delas na segunda-feira (22).
Parte das reclamações em relação às antigas diretrizes partiu dos pilotos, preocupados com a segurança e “artificialidade” nas disputas, devido à excessiva necessidade de gerenciar a energia dos carros. A ideia, portanto, é fazer das disputas mais seguras e, ao mesmo tempo, dar aos pilotos a liberdade de acelerar até o limite.

Veja as mudanças nas regras da Fórmula 1
Classificação
Na etapa classificatória, a quantidade máxima de recarga passa de 8 para 7 megajoules (MJ), reduzindo o gerenciamento de energia em voltas lançadas e permitindo que os pilotos pisem fundo no acelerador.
Já a potência máxima no superclipping (quando o carro usa a parte elétrica para carregar a bateria) sobe de 250 para 350kW. A medida também vale para corridas e a expectativa é de que ela diminua o tempo de recarga.
Corrida
Nas corridas, a potência que é liberada com o uso do botão de boost passa a ter um teto de 150 kW. O intuito dessa ação é evitar diferenças de velocidade repentinamente grandes, o que ajudou a causar o acidente de Oliver Bearman durante o GP do Japão, em disputa com Franco Colapinto.
Outra novidade é a limitação do uso do MGU-K (sistema no motor que recupera energia cinética) em zonas que não sejam os principais pontos de aceleração nas pistas. Isso ajudará a evitar as diferenças de velocidade e seguirá permitindo as possibilidades de ultrapassagem, que têm ocorrido com maior frequência neste ano.
Largadas e corridas com chuva
Quanto às largadas, foi desenvolvido um novo sistema que identifica carros com aceleração “anormalmente baixa”, logo depois de o piloto soltar a embreagem. Se o sistema detectar algum problema, o MGU-K será acionado automaticamente para garantir um nível mínimo de aceleração.
Já em relação às corridas, as alterações estão ligadas à redução do uso do sistema de recuperação de energia, à simplificação das luzes traseiras e ao aumento de temperatura dos cobertores dos pneus intermediários para aumentar a aderência.






