O Governo Federal lançou na última quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), iniciativa que amplia o atendimento em saúde e prevê investimento de cerca de R$ 500 milhões para fortalecer o cuidado domiciliar de idosos com limitações funcionais em todo o país.
O programa, apresentado pelo Ministério da Saúde, marca a primeira estratégia nacional de cofinanciamento federal voltada exclusivamente à expansão das Equipes Multiprofissionais (eMulti) na Atenção Primária à Saúde. A estimativa oficial é de que mais de 3 milhões de idosos acamados atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) possam ser alcançados pela nova política, com acompanhamento direto em suas residências.

Segundo o governo, a proposta busca ampliar o acesso ao cuidado e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. O Padi Brasil também se integra a outras iniciativas já existentes, como o Farmácia Popular, que oferece medicamentos gratuitos para doenças crônicas, e o programa Agora Tem Especialistas, que tenta reduzir filas para consultas, exames e cirurgias.
Novo programa de saúde do Governo Federal entra em vigor
Na prática, os municípios poderão solicitar a criação de novas equipes ou a ampliação das já existentes, com contratação de profissionais de diferentes áreas, como médicos, psicólogos, nutricionistas e geriatras. Ao todo, 2.733 cidades já pediram adesão ao programa, somando 3.677 equipes em processo de implantação ou expansão.
Cada equipe poderá receber até R$ 10 mil mensais em repasses federais, podendo alcançar R$ 57,5 mil por mês, além de um valor inicial de implantação. O Ministério da Saúde destaca que a medida responde ao envelhecimento da população brasileira, cuja expectativa de vida chegou a 76,6 anos, e ao fato de que cerca de 80% dos idosos dependem exclusivamente do SUS, reforçando a importância da atenção primária no cuidado contínuo.





