O Governo Federal investirá pesado para criar a Nova Rota do Agro, que contará com uma megaferrovia de 575 km. A linha férrea atravessará 24 cidades ao longo de sua extensão de Santa Leopoldina, no Espírito Santo, a Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.
Para tirar a EF-118, também chamada de Anel Ferroviário do Sudeste, do papel será feito um investimento de cerca de R$ 6,6 bilhões. O plano de outorga da concessão foi aprovado pelo Ministério dos Transportes em dezembro de 2025, mas o projeto aguarda avaliação do TCU (Tribunal de Contas da União) para a publicação do edital.
De acordo com o documento, o planejamento contempla a ligação entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ) como trecho principal, com extensão de 246 km. Também está prevista a possibilidade de ampliação para Nova Iguaçu (RJ), o que significaria 325 km adicionais.

A megaferrovia conectaria capitais, ferrovias e portos do Sudeste, bem como regiões agrícolas, mineradoras e polos industriais. O intuito da iniciativa é reduzir custos logísticos e, ao mesmo tempo, ampliar a participação do modal ferroviário na matriz de transporte do território nacional.
Megaferrovia seria importante para a economia brasileira
O empreendimento ferroviário conectaria o Espírito Santo ao Porto do Açu (RJ), um dos maiores complexos portuários industriais do país. Isso facilitaria e muito o escoamento de cargas como minério de ferro, grãos e fertilizantes.
Além disso, a megaferrovia tem potencial de integração com a malha ferroviária existente e articulação com outros complexos portuários da região, como os portos de Ubu (ES) e Central (ES). A linha teria capacidade para transportar 24 milhões de toneladas anuais.
Em suma, seria importante para a economia nacional. Ainda dependente do aval do TCU, a iniciativa tem operações previstas para iniciar entre 2033 e 2035 em caso de aprovação.






