Um movimento recente envolvendo infraestrutura voltou a chamar atenção em uma região estratégica do país, justamente por reunir ações que estavam represadas há anos e agora começam a sair do papel. A iniciativa, no entanto, faz parte de um plano mais amplo que busca recuperar áreas consideradas essenciais.
O território em questão é o Acre, que receberá cerca de R$ 875 milhões em investimentos para modernizar rodovias importantes. As ações foram autorizadas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que assinou três ordens de serviço voltadas para trechos da BR-364/AC e da BR-317/AC.
Segundo ele, o presidente Lula ampliou os recursos destinados ao estado, destacando que a infraestrutura local estava bastante comprometida. Ele afirmou que faltavam bases adequadas e contratos compatíveis, exigindo a recomposição de anos de defasagem nos investimentos.
Uma das obras prevê a reconstrução completa do acesso entre o aeroporto e a cidade de Rio Branco, em um trecho considerado estratégico. A medida busca melhorar justamente a ligação urbana e até mesmo impulsionar atividades econômicas locais.
Outra frente inclui a manutenção e reconstrução de 80,2 quilômetros entre a Ponte do Rio Liberdade e Cruzeiro do Sul. Esse trecho abrange partes da BR-364/AC e da BR-307/AC, sendo essencial para garantir melhores condições de tráfego.
Já a terceira ordem assinada trata da elaboração de estudos e projetos de engenharia para a construção de uma ponte sobre o Rio Juruá. A estrutura será implantada em Rodrigues Alves, ampliando a integração logística na região.

Como o Acre passou a fazer parte do Brasil
Apesar de hoje estar integrado ao país, o Acre nem sempre pertenceu ao território brasileiro. A região era originalmente da Bolívia, mas passou a ser ocupada por brasileiros durante o ciclo da borracha.
Justamente por conta dessa ocupação, o país negociou a compra do território no início do século XX. A medida também evitou a influência estrangeira na Amazônia, consolidando o Acre como parte do Brasil.






