Nesta terça-feira (2), o governo Trump voltou a atacar o Pix, sistema de pagamentos criado pelo Brasil. O novo ataque veio após a conclusão de uma grande investigação sobre as práticas comerciais brasileiras e com a ameaça de imposição de um novo tarifaço.
A investigação tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos Estados Unidos apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos do país. O alvo do levantamento foi justamente o sistema de pagamentos brasileiro.
Segundo o documento, as práticas do Pix são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”. “O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix”, afirma o relatório.
O governo estadunidense acusa o Banco Central de exercer papel duplo no Pix, criando um “conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas”. Ainda não há definição quanto às consequências das investigações do país norte-americano, mas o documento propõe tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros.

Governo Trump não pode acabar com o Pix no Brasil
Essa não foi a primeira vez que o governo Trump se posicionou de forma contrária ao Pix, atacando sua legitimidade. Postura essa que indica o desejo do líder estadunidense de colocar fim ao sistema de pagamentos desenvolvido pelas autoridades brasileiras.
De toda maneira, essa é uma vontade que não se concretizará, pois Donald Trump nada pode fazer para acabar com o Pix. A movimentação que os EUA podem fazer é justamente tentar impor sanções, como a ameaça de um novo tarifaço.
O governo estadunidense receberá consultas do público sobre as medidas até o dia 1º de julho. No dia 6, haverá uma audiência pública. De acordo com Washington, o diálogo com o governo brasileiro se estenderá até o dia 15 de julho, antes do anúncio de qualquer decisão.






