Uma nova etapa de infraestrutura começa a ganhar forma no Brasil e promete mudar a rotina de milhares de pessoas, embora ainda dependa de etapas burocráticas importantes. No entanto, o avanço recente já indica que o projeto está mais próximo de sair do papel após anos de espera.
A construção envolve a ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica, justamente com a chegada de equipamentos vindos da China para dar início às primeiras fases. Um navio com mais de 800 toneladas de materiais partiu no dia 30 de março e deve chegar à Bahia na segunda quinzena de maio.
Essa estrutura terá 12,4 quilômetros sobre o mar, sendo considerada o maior trecho contínuo desse tipo na América Latina, superando até mesmo referências existentes. Atualmente, a ponte Rio-Niterói tem extensão maior no total, mas apenas cerca de 9 quilômetros estão sobre a água.
A obra será conduzida pela concessionária formada pelas estatais China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC). Além disso, os alvarás já foram solicitados às prefeituras de Salvador e Vera Cruz, com previsão de liberação em até 30 dias.
Um dos destaques é a tecnologia chinesa inédita na América Latina, com uma plataforma lateral fixada no fundo do mar para apoiar a construção. Segundo Carlos Prates, porta-voz da concessionária Ponte Salvador-Itaparica, essa solução reduz em até 70% o uso de embarcações durante a obra.
O projeto prevê cinco anos de construção, com inauguração estimada para junho de 2031, além de operação por 29 anos dentro do contrato total. Ao todo, cerca de 7 mil empregos devem ser gerados, enquanto o investimento gira em torno de R$ 15 bilhões.

Projeto avança após anos de espera
A ponte é uma promessa antiga e passou por diferentes governos até ganhar força, com articulações desde a gestão de Jaques Wagner. Posteriormente, o projeto avançou no governo de Rui Costa e recebeu apoio direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Inclusive, Lula chegou a mencionar conversas com Xi Jinping sobre a obra, reforçando a parceria entre os países. Até mesmo o governo baiano destaca que cerca de 10 milhões de pessoas em 250 municípios podem ser impactadas pela nova ligação.






