Diante de um cenário marcado pela combinação de necessidade econômica, facilidade burocrática e busca por formalização com baixo custo, muitos brasileiros estão optando pelo Microempreendedor Individual (MEI). Apesar do número crescente de inscritos, a dúvida sobre a obrigatoriedade de uma conta bancária PJ (Pessoa Jurídica) para receber pagamentos é constante.
De acordo com as diretrizes do sistema, o microempreendedor pode utilizar uma conta pessoal para movimentar o dinheiro do negócio, inclusive para receber Pix, transferências e pagamentos de clientes. Essa versatilidade garante uma alternativa a mais diante da necessidade de realocar valores elevados em meio à arrecadação.

Porém, mesmo que não haja uma obrigatoriedade, especialistas do mercado financeiro aconselham que o MEI tenha uma conta separada para a empresa, especialmente a fim de facilitar a organização financeira. Isso porque, quando todas as entradas e saídas ficam misturadas na mesma conta pessoal, tende a ser mais difícil controlar faturamento, despesas e até identificar o lucro real da empreitada.
Com o objetivo de facilitar a vida dos microempreendedores, dezenas de bancos começaram a oferecer contas PJ gratuitas voltadas especificamente para MEIs. A título de curiosidade, essa opção costuma ser útil por possibilitar a emissão de boletos, Pix em nome da companhia, cartão empresarial e integração com maquininhas de cartão.
Credibilidade passada ao cliente
Um outro ponto que pode pesar na hora da escolha pela conta de Pessoa Jurídica diz respeito à confiabilidade junto ao cliente. Isso porque, para muitos parceiros, principalmente empresas, realizar pagamentos em uma conta registrada no nome do negócio transmite mais profissionalismo e segurança. Além disso, essa separação contribui para o controle de impostos e, no momento de prestar contas à Receita Federal.






