Um grande depósito mineral foi identificado na região da Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Argentina e Chile, a poucos milhares de quilômetros do Brasil. A descoberta integra o chamado Projeto Vicuña, que abrange reservas de cobre, ouro e prata e é apontado por especialistas como um dos maiores empreendimentos minerais do mundo.
A iniciativa é coordenada por gigantes da mineração global: a canadense Lundin Mining e a australiana BHP, que anunciaram uma primeira estimativa de recursos considerada histórica para o setor. O projeto envolve dois grandes depósitos minerais: Filo del Sol e Josemaría, localizados na província de San Juan, na Argentina, e na região de Atacama, no Chile.
Os territórios argentino e chileno são separados por apenas onze quilômetros de distância, o que levou as empresas a tratar os dois locais como um único complexo mineral. De acordo com executivos da Lundin Mining, os depósitos fazem parte de um dos maiores recursos de cobre, ouro e prata já identificados.
Para se ter uma ideia do tamanho do empreendimento, o desenvolvimento inicial pode exigir investimentos de até US$ 17 bilhões (R$ 85 bilhões). Com o intuito de viabilizar o plano, as mineradoras solicitaram ao governo argentino a inclusão em um programa que oferece benefícios fiscais e regulatórios para projetos estratégicos.

Depósito mineral gera disputa geopolítica
Como o depósito fica localizado exatamente na fronteira entre Argentina e Chile, existe um debate em andamento a respeito da regulação, exploração e divisão de recursos minerais entre os dois países.
A região é conhecida por sua alta concentração de minerais estratégicos, fundamentais para setores como energia, tecnologia e indústria, o que também faz crescer o interesse internacional na exploração do local.
Um relatório técnico detalhado sobre o potencial econômico do projeto deve ser apresentado pelas empresas, assim expondo estimativas mais precisas a respeito do tamanho das reservas e o valor total da jazida.





