Embora o principal objetivo da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) seja realizar uma missão aeroespacial a Marte, os planos dos engenheiros foram recalculados. Em março deste ano, a entidade norte-americana apresentou ao mundo um projeto detalhado dividido em três fases para construir a primeira base humana permanente na Lua.
No evento “Ignition”, os representantes da agência revelaram o plano audacioso de povoar o satélite natural da Terra em alguns anos. Na teoria, o objetivo não diz respeito a visitar a Lua, mas a instalar uma estrutura que seja possível abrigar astronautas de forma contínua. Diante dessa etapa, serão evidenciados novos cálculos para impulsionar as viagens para o “planeta vermelho”.

Esse planejamento da NASA tem gerado questionamentos entre a população, mas está diretamente ligado a questões políticas entre Estados Unidos e China. Enquanto Pequim investe em seu próprio programa lunar, os norte-americanos encontram-se correndo contra o tempo. Dessa forma, a ideia é que a entidade construa a base lunar até o ano de 2030.
O novo chefe da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, Jared Isaacman, também externou sobre a necessidade de colocar o nome de seu país em um patamar mais elevado em comparação às outras nações. “O relógio está contando nesta competição entre grandes potências, e o sucesso ou o fracasso vão se medir em meses, não em anos”, disse ele.
Fases operacionais
Para uma melhor compreensão, o plano para a base lunar está dividido em três etapas. A primeira, “Construir, Testar, Aprender” (em inglês, Build, Test, Learn), diz respeito às missões robóticas que enviarão rovers, instrumentos e tecnologia ao satélite. Em resumo, o intuito é validar sistemas de energia, comunicação e navegação em um ambiente extremamente hostil.
Na segunda fase, a NASA começará a erguer estruturas parcialmente habitáveis. Para que o protocolo seja sacramentado, haverá uma parceria estratégica com o Japão: a JAXA, agência espacial japonesa. Ela irá contribuir com um rover pressurizado para suprimentos e exploração. Em outras palavras, permitirá missões tripuladas mais regulares e uma logística mais estável.
Por fim, mas não menos importante, a terceira fase contará com a instalação da base permanente. A Itália e o Canadá já assinaram acordos para fornecer módulos habitacionais e veículos especializados. Em síntese, o objetivo é ter astronautas morando na Lua de forma contínua, como na Estação Espacial Internacional (ISS).






