O único trem diário de longa distância para passageiros no Brasil atravessa impressionantes 40 municípios e conecta dois estados em uma viagem que pode durar até 19 horas. Justamente por isso, a rota virou símbolo de uma realidade que chama atenção em um país de dimensões continentais.
A linha é a EFVM, sigla para Estrada de Ferro Vitória a Minas, operada pela Vale entre Espírito Santo e Minas Gerais. O percurso tem 664 quilômetros e liga Cariacica, na região metropolitana de Vitória, até Belo Horizonte, passando por 30 estações ao longo do caminho.
O trem funciona com duas locomotivas, sendo uma voltada para monitorar os trilhos em tempo real e outra responsável pelo comando da composição. No entanto, mesmo com a estrutura ferroviária existente, a velocidade máxima alcançada durante o trajeto é de apenas 67 km/h.
Os vagões utilizados atualmente foram comprados em 2014, na Romênia, e oferecem itens que ainda surpreendem parte dos passageiros. Há ar-condicionado, tomadas individuais, mesas dobráveis e portas automáticas, além de um espaço adaptado para cadeirantes com enfermaria integrada.

Perspectiva para novas viagens ferroviárias
O cenário ferroviário brasileiro, porém, pode mudar nos próximos anos com a chegada de uma nova operação diária. Depois de quatro décadas de funcionamento, a Estrada de Ferro Carajás, também administrada pela Vale e responsável pela ligação entre Pará e Maranhão, deverá ganhar viagens todos os dias em 2027.
A comparação com outros países também reforça o tamanho do desafio brasileiro. Enquanto o Brasil possui apenas uma linha diária de longa distância para passageiros, os Estados Unidos contam com 14 rotas do tipo e mais de 300 estações espalhadas por 39 estados.
Mesmo assim, a EFVM segue sendo uma alternativa importante para milhares de passageiros todos os anos. Até mesmo o preço das passagens chama atenção, já que em fevereiro de 2026 a tarifa econômica custava R$ 87, enquanto a executiva era vendida por R$ 125.






