Um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Estados Unidos e Canadá, o México decidiu tomar uma medida inédita para a abertura da competição nesta quinta-feira (11). O governo local determinou que servidores públicos trabalhem remotamente e suspendeu as aulas na Cidade do México no dia da cerimônia de abertura do torneio. Os mexicanos entram em campo às 16h contra a África do Sul, no estádio Azteca.
A decisão foi oficializada por meio de decreto assinado pela presidente Claudia Sheinbaum e publicado no Diário Oficial da Federação. O documento estabelece que todos os órgãos do governo federal sediados na capital mexicana deverão adotar o regime de teletrabalho na data. O objetivo é reduzir a circulação de pessoas, facilitar a mobilidade urbana e contribuir para a organização do evento esportivo.

A medida também alcança o setor educacional. As aulas serão suspensas em escolas públicas e privadas vinculadas ao sistema oficial de ensino da capital, abrangendo desde a educação infantil até o ensino superior. Além disso, o governo convidou empresas privadas e organizações da sociedade civil a aderirem voluntariamente ao trabalho remoto em atividades administrativas que possam ser executadas fora do ambiente presencial.
México suspende aulas nas escolas para a abertura da Copa do Mundo
Apesar da flexibilização, o decreto prevê exceções para serviços considerados essenciais. Profissionais da saúde, equipes de emergência, agentes de proteção civil, forças de segurança, servidores da imigração e da alfândega continuarão atuando normalmente. A mesma regra vale para trabalhadores responsáveis pela operação de transportes, telecomunicações, fornecimento de energia, combustíveis e abastecimento de água.
Também permanecerão em atividade os profissionais diretamente envolvidos na organização, segurança e logística da Copa do Mundo, além daqueles que executam serviços públicos que não podem ser realizados remotamente. O governo mexicano destacou ainda que todas as medidas serão implementadas com recursos já previstos no orçamento federal, sem necessidade de gastos adicionais para a realização da operação especial.





