Despedir-se dos familiares passou a ter tempo limitado e possibilidade de pesar no bolso da população de Salvador. Isso porque entrou em vigor uma cobrança aplicada na área de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, localizado na capital baiana.
O terminal, administrado pela Vinci Airports, adotou o sistema kiss and fly, que consiste na garantia de dez minutos de permanência gratuita no meio-fio. Passado esse limite de tempo, o motorista é taxado em 18 reais. Essa prática, naturalmente, começou a ser questionada pela população.
Diante disso, a Comissão de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho da Assembleia Legislativa da Bahia aprovou nesta semana a convocação de uma audiência pública para investigar a legalidade e os impactos da cobrança. O autor da proposta é o presidente do colegiado, o deputado Júnior Muniz (PT).

Muniz questiona se a Prefeitura de Salvador autorizou a taxa. Segundo ele, a existência da tarifa onera desproporcionalmente taxistas e condutores de aplicativos que trabalham no local. Já o deputado Euclides Fernandes (PT) direcionou a crítica para a questão da acessibilidade, uma vez que o tempo é insuficiente para idosos e pessoas com deficiência realizarem o embarque ou desembarque com segurança.
Preços das passagens estão em pauta em Salvador
O que também vem sendo debatido no território baiano são os custos do transporte aéreo no estado. O deputado Tiago Correia (PSDB) solicitou uma audiência específica para tratar dos preços das passagens. O parlamentar usou o exemplo do trajeto entre Salvador e Vitória da Conquista, cuja tarifa pode chegar a 4 mil reais.
Na avaliação do deputado Marcinho Oliveira (PDT), o pagamento de 3.280 reais por um voo entre Salvador e Porto Seguro é compatível com tarifas internacionais. Ainda segundo ele, o governo estadual isenta as companhias de impostos e a ocupação média mínima de 60% nos voos domésticos inviabilizaria qualquer alegação de prejuízo operacional.






