Recentemente, a NASA, agência espacial dos Estados Unidos, encontrou um “tesouro espacial”. Trata-se de um asteróide metálico batizado de 16 Psyche, repleto de ouro e metais, avaliado em US$ 10 quintilhões – quantia que renderia R$ 500 mil para cada pessoa do planeta Terra e ainda sobraria.
Esse valor, porém, é “imaginário”: “Para vender todo o metal de Psyche, alguém teria que trazer tudo para a Terra, o que é quase inconcebível (…) E se realmente fosse possível trazer essa quantidade toda de metal para a Terra, haveria muito mais do que qualquer um precisa, e seu valor despencaria”, disse Elkins-Tanton, líder da missão e responsável pela estimativa.
Considerando esse cenário, materiais como ouro e ferro perderiam valor de mercado e, assim, inviabilizariam qualquer ideia de enriquecimento em larga escala. Localizado entre Marte e Júpiter, o asteroide possui cerca de 226 quilômetros de diâmetro e é apontado como um dos maiores corpos metálicos já identificados. Sua composição pode conter de 30% e 60% de metais, principalmente ferro e níquel.

Missão da NASA foca em ciência, não em negócio
Embora a estimativa financeira chame atenção, a NASA não tem a pretensão de explorar economicamente o asteroide. Lançada em 2023, a missão Psyche tem como intuito estudar o corpo celeste a partir de sua órbita, sem pouso ou coleta de material.
Equipada com instrumentos de análise remota, a espaçonave deve chegar ao destino em 2029. A ideia da operação é investigar a composição, o campo magnético e a estrutura do asteroide para, aí sim, entender melhor sua origem.
Os cientistas acreditam que o 16 Psyche pode ser o núcleo exposto de um protoplaneta, um corpo que teria perdido camadas externas após colisões no início do Sistema Solar. A análise desse material pode fornecer pistas inéditas a respeito da formação de planetas rochosos, como a Terra.






