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Manaus Hoje
REVOLTA

Casal que matou grávida para retirar bebê é transferido a Manaus após risco de morte

Segundo o delegado João Cabral, de Itapiranga, presos estariam se organizando para matar os dois acusados dentro das celas 20/10/2017 às 12:13 - Atualizado em 20/10/2017 às 14:57
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Foto: Divulgação
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Devido à revolta de populares nos municípios de São Sebastião do Uatumã, a 247 quilômetros de Manaus, e de Itapiranga, a 227 quilômetros, o casal acusado de ter matado, cortado a barriga de uma grávida e roubado um bebê de 8 meses de gestação foi transferido hoje (20) para a capital amazonense. Eles foram levados para o 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Flores.

Segundo o delegado João Cabral, titular da 38ª Delegacia Interativa de Itapiranga (DIP), a transferência foi necessária para garantir a integridade física dos autores do crime: Joelma Queila Santana da Silva, 22, e Alex da Silva Carvalho, 18. 

De acordo com Cabral, ainda não havia uma decisão da Justiça na Comarca de São Sebastião para a transferência deles, porém, a brutalidade do caso estaria provocando um motim. Segundo ele, os detentos presos na cidade planejavam executar os acusados caso eles fossem levados para as delegacias.

“Estão querendo matar eles dentro das celas, tanto aqui em Itapiranga como em São Sebastião do Uatumã. Essa medida é para a proteção da integridade física deles. A quantidade ínfima de policiais não garantiria proteção para esses presos”, afirmou o delegado João Cabral.

Vítima sofria distúrbio

De acordo com o delegado de Itapiranga, há relatos de que a vítima de 20 anos encontrada morta sofria de um distúrbio mental. A versão foi contada por familiares da jovem, no entanto, a informação não foi comprovada.

“O próprio Alex (suspeito) disse que ela sofria de um visível problema mental, mas a versão dela ter sido dopada antes do crime continua sendo a mais pertinente, até porque faz parte da confissão dele”, explicou Cabral.

Entenda o caso

O corpo da jovem de 20 anos foi encontrado em uma área de mata conhecido como “Campo de Pelada Pimenta”, em São Sebastião do Uatumã.

O casal foi preso na orla de Itapiranga quando tentavam desembarcar no porto da cidade carregando o recém-nascido. Em depoimento sobre o motivo do crime, Joelma disse que não conseguia engravidar e queria poder dar um filho do sexo masculino ao marido. Eles foram autuados em flagrante por homicídio duplamente qualificado.

Após ter sido amamentado ontem por uma policial militar, o bebê, que recebeu o nome de Pietro Graziano, foi levado aos familiares.