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Manaus
VELÓRIO

Familiares e amigos se despedem em Manaus de amazonense morto na Venezuela

Segundo parente, o filho de 16 anos de Amaury, que segurava o pai nos braços, confirmou em inglês para a irmã a morte do pai, para não preocupar a mãe deles 16/01/2018 às 10:23 - Atualizado em 16/01/2018 às 10:42
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Foto: Winnetou Almeida
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Familiares e amigos se despediram na manhã desta terça-feira (16), em Manaus, do amazonense Amaury Castro da Silva, de 47 anos, que foi morto no último sábado (13) durante uma emboscada nas proximidades da cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela, enquanto viajava de férias com a família. O corpo do manauara foi velado na funerária Almir Neves, no Centro da capital.

Os familiares optaram por não autorizar que a imprensa acompanhasse o velório. O enterro está previsto para acontecer ainda na manhã de hoje no Cemitério Parque do Tarumã, na Zona Oeste da capital. Amaury deixa uma esposa e dois filhos, uma jovem de 19 anos e um adolescente de 16 anos.

Família abalada

O tio da esposa de Amaury, Douglas da Costa, afirmou que a família está abalada e totalmente surpresa com tudo que aconteceu. O amazonense, que era funcionário do setor administrativo da empresa Rico Linhas Aéreas, morreu quando estava de férias com a família no país vizinho. Ele tinha saído de Manaus na última quinta-feira (11) com destino à Venezuela e morreu nos braços do filho de 16 anos durante um latrocínio.

“Nós nunca estamos preparados para esse momento de perda. Todos nós vamos passar pela morte, mas isso sempre é uma surpresa, ainda mais do jeito que foi. Graças a Deus tivemos um tempo recorde na liberação do corpo. Normalmente o corpo só é liberado depois de 15 a 20 dias”, afirmou.

Segundo Douglas, o amazonense era muito querido por familiares e amigos. “Não tenho nada o que falar sobre o Amaury. Era uma pessoa muito querida, que não tinha vícios. Todos os finais de semana preferia ficar com a família. Ele vai deixar muita saudade”, destacou.


Douglas da Costa, familiar de Amaury (Foto: Winnetou Almeida)

Pneu de carro estourou

Na manhã desta terça (16), o familiar de Amaury também deu mais detalhes sobre a emboscada na Venezuela. “O Amaury estava viajando com a família em um comboio. Um pneu de um dos carros acabou estourando. Nisso, eles tiveram um atraso de 1 hora e 20 minutos. Então, decidiram que iriam jantar em uma pousada, como estavam a 60 quilômetros do local de embarque. Mas depois resolveram que iriam continuar o trajeto a noite mesmo. Foi quando tudo aconteceu”, explicou.

Segundo Douglas, os criminosos primeiro atiraram na vítima e depois pediram pertencentes pessoais e dinheiro da família. “Os bandidos logo deram um tiro no Amaury, e depois pediram os pertences pessoais e dinheiro. Quando eles foram embora, minha sobrinha foi para o volante e dirigiu por 30 quilômetros. O meu sobrinho disse que durante o trajeto percebeu que o pai tinha dado o último suspiro, mas não queria preocupar a mãe. Ele acabou falando para a irmã em inglês que o pai tinha morrido”, relatou.

Depois, eles seguiram até um posto policial e, em seguida, a um hospital, onde foi comprovado o óbito de Amaury. “A minha sobrinha conseguiu dirigir até um posto policial e pediu ajuda, mas eles comprovaram que o Amaury tinha morrido”, comentou.


Chegada do corpo no aeroporto de Manaus (Foto: Evandro Seixas)

Sem apoio

Os familiares também reclamaram que não receberam apoio necessário dos governos brasileiro e venezuelano. “No primeiro momento a gente não teve apoio nem do Brasil, como da Venezuela. Espero que com toda a divulgação possamos ter mais informações sobre o caso”, finalizou.

Chegada do corpo

Ontem, por volta das 19h50, o corpo de Amaury Castro chegou a Manaus em uma aeronave da Rico Linhas Aéreas no terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o “Eduardinho”. Familiares da vítima aguardavam no local a chegada do corpo e recepcionaram a esposa e os filhos de Amaury. Uma homenagem feita pelo Corpo de Bombeiros, despejando água de duas viaturas, marcou a ocasião.

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