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Manaus
QUEDA DE AVIÃO

‘Tentamos reanimar a sueca por 30 minutos’, diz homem que ajudou após queda de avião

Carolina, 29, teria pedido para o piloto fazer rasante na água. Após o acidente, ela ficou presa no cinto de segurança e não conseguiu sair 18/10/2017 às 14:27 - Atualizado em 18/10/2017 às 16:07
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Segundo a Greenpeace, Carolina estava no brasil para ver as atividades da instituição na Amazônia (Foto: Reprodução/Instagram)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

A sueca membro do Greenpeace Carolina Josefina Nyberg Steise, de 29 anos, que morreu na queda de um avião nessa terça-feira (17), no Rio Negro, na região de Anavilhanas, no Amazonas, ficou presa no cinto de segurança e não conseguiu sair da aeronave.

As informações foram repassadas por um homem que ajudou no resgate das vítimas, o comandante de uma embarcação que passava no local no momento do acidente, Raul de Paula. Segundo ele, a sueca estava no assento ao lado do piloto e os outros tripulantes só conseguiram sair pela janela de emergência depois do impacto com a água.

Raul de Paula lembrou, em entrevista à reportagem do Portal A Crítica, que ele e outras pessoas tentaram reanimar a sueca Carolina, mas não obtiveram sucesso. 

"Tudo aconteceu por volta das 11h. O avião passou do lado do meu barco e depois capotou várias vezes até parar de cabeça pra baixo na água. Os outros tripulantes abriram a janela de emergência e conseguiram sair. A moça morreu na hora, porque não conseguiu se soltar do cinto. Viramos o avião e retiramos ela. Tentamos reanima - lá durante trinta minuto, mas nada aconteceu", explicou.

De acordo com o comandante, Carolina pediu para o piloto fazer uma rasante na água. "O piloto me disse que era experiente com esse trajeto. Decidiu fazer a manobra na água, porque a turista teria pedido. Mas, segundo ele, neste momento, a aeronave capotou várias vezes", afirma.

Os outros tripulantes do avião ficaram desesperados com a morte da colega de trabalho, conforme Raul. "Nunca tinha visto nada parecido. Os outros tripulantes estavam com ferimentos leves, mas ficaram desesperados pela morte da colega. Realmente foi uma fatalidade", disse.

Greenpeace se manifesta

No site da ONG, o diretor de programa da Greenpeace Nordic, Patrick Eriksson, confirmou a morte de Carolina Josefina no acidente. Por meio da nota, ele afirmou que a jovem veio para o Brasil examinar mais de perto o trabalho da instituição Brasil na Amazônia, a fim de pensar em novas possibilidades de engajamento na proteção da floresta.

"Carolina estava encarregada de criar relacionamentos com influenciadores globais que apoiam causas ambientais. Ela era muito querida e respeitada por seu trabalho sério neste campo. Ela veio ao Brasil para examinar mais de perto o trabalho do Greenpeace Brasil na Amazônia, a fim de pensar em novas possibilidades de engajamento na proteção da floresta. Ela estava em um voo na terça-feira para ver de primeira mão a beleza da floresta", comentou na nota.

O diretor também acrescentou que por respeito a família da sueca, a instituição não fará novos comentários sobre o acidente.  "Com respeito à família de Carolina e no interesse de estabelecer exatamente o que aconteceu, não estamos comentando mais neste momento", completou no documento.

Pessoas feridas

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que os triuplantes da aeronave não estão em unidades de saúde públicas do Amazonas. 

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Greenpeace Brasil informou que as outras quatro pessoas - todos brasileiros - que estavam a bordo, incluindo o piloto, sobreviveram, tiveram ferimentos leves e passam bem.

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