Manaus sáb, 7 nov
A Crítica
Meio Ambiente

Manaus volta a ter índices ruins de qualidade do ar

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) apontam concentrações de material particulado fino (PM2,5) entre 76 e 84 microgramas por metro cúbico (µg/m³)

Publicado em 07/11/2026 às 16h50
Manaus volta a ter índices ruins de qualidade  do ar
Os índices estão acima do limite considerado adequado para a qualidade do ar Foto: Junio Matos

Manaus voltou a registrar alterações na qualidade do ar neste sábado (7), em meio à presença de fumaça provocada por queimadas na região amazônica. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontam concentrações de material particulado fino (PM2,5) entre 76 e 84 microgramas por metro cúbico (µg/m³) em pontos da capital.

Os índices estão acima do limite considerado adequado para a qualidade do ar. Pela escala utilizada no monitoramento, concentrações entre 75 e 125 µg/m³ são classificadas como muito ruins, enquanto valores superiores a 125 µg/m³ entram na categoria péssima. A classificação indica um cenário de atenção, principalmente para pessoas mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica.

O levantamento divulgado neste sábado (7) também aponta que 20 municípios amazonenses apresentam registros de fumaça e qualidade do ar em níveis considerados insalubres. As situações mais críticas foram identificadas em Parintins, com 667 µg/m³; Itapiranga, com 279,6 µg/m³; Silves, com 204,7 µg/m³; e Barreirinha, com 178,6 µg/m³. Todas essas localidades ultrapassaram a faixa considerada péssima pelo sistema.

Fumaça voltou a encobrir céu de Manaus e de municípios do interior (Foto: Junio Matos)

A presença dessas partículas está associada a problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes. Em períodos de maior concentração de fumaça, a orientação é reduzir a exposição ao ar livre, evitar atividades físicas intensas em ambientes externos e manter os ambientes internos protegidos da entrada de fumaça.

Ao longo da última semana, Manaus apresentou oscilações nos indicadores de qualidade do ar, com momentos de melhora após um período de concentração elevada de fumaça. No fim de outubro, os níveis de partículas finas (PM2,5) chegaram a cair para aproximadamente 38 µg/m³, mas voltaram a subir nos dias seguintes. Em 2 de novembro, medições apontavam concentração de 32,6 µg/m³ em uma estação de referência, enquanto, no dia 4, um sensor do sistema Selva registrou 41,3 µg/m³ na capital.