Prosamim+ tem meta de reflorestamento e reforça compromisso ambiental
Plantio de mais de 50 mil mudas nativas e soluções inovadoras para integrar biodiversidade e urbanismo
No Dia da Árvore, celebrado neste domingo (21/09), iniciativas como os projetos de reflorestamento dos programas Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), na capital, e de Saneamento Integrado (Prosai), em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), reforçam o compromisso com a preservação do meio ambiente.
Os programas são executados pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). O Prosamin+ e o Prosai Parintins envolvem obras de requalificação urbanística, com habitação, saneamento básico e construção de equipamentos públicos como parques e praças.
De forma inédita, o Prosamin+ está iniciando o reflorestamento de áreas urbanas degradadas, no perímetro de intervenção do programa, com a previsão de plantio de mais de 50 mil mudas de espécies nativas da Amazônia. A ação começou na Comunidade Manaus 2000, no bairro Japiim, e seguirá para a comunidade da Sharp, na zona Leste. Serão utilizadas, ainda, 17 mil mudas para paisagismo.
Segundo o secretário da Sedurb e UGPE, Marcellus Campêlo, o plantio de espécies nativas previsto no plano de reflorestamento contribui para a valorização da biodiversidade local, reforça a proteção dos ecossistemas amazônicos e promove a educação ambiental com o envolvimento direto da comunidade.
“Os benefícios ambientais nas áreas urbanas são diretos e significativos. Com o reflorestamento, conseguimos reduzir as ilhas de calor e a temperatura superficial das cidades. Além disso, a criação de corredores ecológicos incentiva a presença da fauna urbana e garante sombra em ruas e calçadas, oferecendo mais conforto térmico à população. São ações fundamentais para uma cidade mais sustentável”, destaca o secretário.
Passagens de fauna
Entre as soluções adotadas também estão a criação de seis passagens de fauna, que irão interligar as Áreas de Preservação Ambiental (APAs) Manaós, no bairro Coroado, e Sauim Castanheiras, no Puraquequara, ambas na zona leste, garantindo que animais silvestres possam circular em segurança.
As atividades seguem as recomendações do Sistema de Gestão Socioambiental (SGSA) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição internacional financiadora do programa.
Ações em Parintins
Parintins também está ganhando um projeto de reflorestamento, por meio do Prosai. Mais de 32 mil mudas serão plantadas nas áreas de intervenção das obras, contribuindo para a recuperação ambiental da cidade.

Para realizar o projeto de reflorestamento do Prosamin+ foi criado o viveiro de mudas. (Fotos: Tiago Corrêa/UGPE)
O projeto prevê, ainda, a instalação de 40 mil metros quadrados de grama no entorno da Lagoa da Francesa, além da criação de nove áreas verdes nos bairros Santa Clara, Santa Rita, Palmares e Castanheira. Os futuros conjuntos habitacionais do programa também contarão com espaços arborizados, promovendo qualidade de vida e bem-estar para a população.
Para manter esse ciclo vivo, será instalado em Parintins um escritório com viveiro de mudas, que servirá como espaço de educação ambiental, oferecendo cursos, atividades de conscientização e aproximação com a comunidade.
Viveiro e educação ambiental
Para realizar o projeto de reflorestamento do Prosamin+ foi criado o viveiro de mudas, iniciativa inédita em obras públicas no Amazonas. No local, já foram produzidas mais de 15 mil mudas de cerca de 30 espécies que serão usadas no projeto, como buritizeiro, mungubeira, embaubeira, seringueira, açaizeiro, ingazeira, pau-pretinho, sumaúma, entre outras.
Além do plantio de mudas, também são promovidas ações de educação ambiental, com oficinas, palestras e doações de mudas, envolvendo moradores e estudantes do entorno, fortalecendo o senso de pertencimento e cuidado com a natureza.
O subcoordenador de Projetos Ambientais da UGPE, Otacílio Cardoso Júnior, ressaltou a importância dos projetos executados pelo órgão no contexto ambiental.
“A iniciativa é realmente uma virada de chave, é inovador. No momento em que conseguimos sair daquela infraestrutura mais convencional, mais cinza, pra uma infraestrutura mais verde, contribuímos para a melhoria do microclima e com o processo de infiltração da água no solo”, disse.