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Carnaval
OAB-AM

Vitória Régia reúne advogados para celebrar a história do Direito no Amazonas

Escola desfila com 3,8 mil componentes e pelo menos 500 advogados participam da festa carnavalesca da Praça 14 11/02/2018 às 03:08 - Atualizado em 11/02/2018 às 05:45
Paulo André Nunes Manaus

Assim como diz seu samba-exaltação - "Acorda minha gente tá na hora da alegria se espalhar" - a a Vitória Régia entrou na pista do Sambódromo disposta a não deixar ninguém parado.

 Mais antiga escola de samba de Manaus, a Vitória Régia da Praça 14 de Janeiro traz este ano o enredo “Advocacia – Dos Primórdios à OAB Nosso Direito de Sambar em Verde e Rosa”, ela desfilará com 3.800 componentes, 22 alas e três tripés.

 A proposta é contar a história da Ordem dos Advogados do Brasil até chegar ao Estado do Amazonas.

No primeiro ato, a comissão de frente veio evoluiu no carro "Carrossel de Atlanta", simbolizando o Deus da Justiça, o Pensador e o local onde aconteciam os julgamentos nos primórdios dos tempos.

O presidente da seccional Amazonas da Ordem dos Advogados do Brasil, Marco Aurélio Choy, destacou que a OAB-AM não  investiu recursos no desfile da  Vitória Régia, mas sim a "união dos advogados que apoiou a mais tradicional escola de samba de Manaus nessa homenagem a essa instituição que tanto honra e dignifica o Amazonas".

Choy não vai desfilar em carro alegórico, e sim no chão, na ala da diretoria.

Ele informou que cerca de 500 advogados vão desfilar na Vitória Régia.

A Rainha de Bateria Deborah Rodrigues evolue bem à frente doa ritmistas da "Berço do Samba", como é conhecida a famosa e tradicional ala Verde e Rosa.

Por falar em tradição, as baianas da Vitória Régia vêm representando a "Lei  Divina", destacando, é claro, as tonalidades verde e rosa.

O primeiro carro alegórico da escola da Praça 14 representou o deus grego Zeus.

O segundo carro chama-se "A Jaqueira", e representa um dos maiores símbolos da Faculdade de Direito do Amazonas, que está instalada na Praça dos Remédios, no Centro Histórico de Manaus.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira chama-se Gleidson Lessa e Anick Sena, que evoluiu com graça e beleza para o público e os jurados. Algumas alas depois foi a vez de Robson Antunes e Genice Silva, o segundo casal.

Localizados no bloco F das arquibancadas do Sambódromo, os torcedores da verde e rosa fizeram uma grande festa e cantaram o suingado samba-enredo em homenagem aos advogados.Eles portavam balões verde e rosa, as cores da escola. 

O terceiro carro alegórico é um dos mais bem elaborados e sarcásticos desse Carnaval do Grupo Especial, fazendo uma sátira à corrupção no Brasil. A estrutura trouxe três gigantescas ratazanas, sendo que uma delas com uma coroa, além de brincantes fantasiados de presidiários,  com o número 171 estampado no peito e alguns dentro de celas , e uma imensa cabeça de palhaço. A alegoria também trouxe mulheres vestidas de verde e amarelo e homens fantasiados de policiais estilo "go-go boys".

O carro alegórico da sátira também trouxe luxo, com três destaques: um em amarelo, outro em preto e um terceiro em azul, sendo que todos em plumas.

 As alegorias são concepção do carnavalesco Júnior Thompson e criação do artista Diogo Pinheiro. A escola concluiu seu desfile dentro do tempo cravando 1h05min28s.

Análise

O presidente da Vitória Régia, Didi Redman, ficou contente com o desfile e disse que "a Verde e Rosa não está pra brincadeira e sempre vem pra brigar pelo título".

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