Domingo, 08 de Dezembro de 2019
CASO FLAVIO

Depoimento de traficante que fornecia drogas a Alejandro não muda rumo das investigações

Segundo o delegado Paulo Martins, Matheus de Moura Martins disse que conhecia Alejandro Valeiko há 1 mês e meio e que superfaturava a droga que vendia a ele



matheus_593E764A-6DD3-4524-BCEF-158B38EDDEC3.JPG Foto: Divulgação
05/11/2019 às 13:54

Matheus de Moura Martins, 25 anos, foi apresentado na manhã desta terça-feira (05), no prédio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), situado no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste da capital. Segundo a polícia, Matheus era o traficante que fornecia drogas a Alejandro Molina Valeiko, 29 anos, filho da primeira-dama de Manaus, um dos presos suspeitos de ter matado o engenheiro Flavio Rodrigues

Delegado Paulo Martins, que trabalha na investigação do homicídio de Flavio Rodrigues dos Santos, 42, disse que Matheus foi procurado para depor sobre o caso porque teria ido à casa de Alejandro no dia do crime e era citado em vários depoimentos. No entanto, as informações dadas por ele não mudaram o rumo da investigação.



A princípio ele iria apenas à delegacia para prestar esclarecimentos, mas quando os policiais o localizaram na tarde de segunda-feira (4) na sua residência, no Centro de Manaus, ele estava com maconha, oxi e cocaína e materiais para o embalo de entorpecentes. Matheus foi preso em flagrante e encaminhado a DEHS.

Na tarde de segunda-feira, ele foi ouvido pelo caso de tráfico de drogas e também sobre o caso do assassinato do engenheiro Flavio.

Segundo Paulo Martins, Matheus disse em depoimento que conhecia Alejandro há 1 mês e meio e que superfaturava a droga que vendia a ele. A prática é comum, de acordo com o delegado, já que Matheus traficava para pessoas de classe média alta. Por conta disso cobrava valores acima do mercado.

Delegado contou que no dia do crime, Matheus estava com Júnior, Magno, Alejandro e Flávio em um bar no Centro de Manaus. E que na manhã de domingo, todo foram à casa de Alejandro no condomínio Passaredo, Zona Oeste. Ele ficou no local até o início da tarde quando todos resolveram ir à festa rave.

De acordo com Paulo Martins, na noite de domingo, dia 29 de setembro, Alejandro, Júnior e Flavio foram embora da festa, mas Matheus permaneceu na rave e não foi à casa de Alejandro. Portanto, não estava no momento do crime e não pode ser enquadrado nesse caso.

Matheus foi a DEHS apenas para prestar esclarecimentos. Conforme a delegada adjunta da DEHS, Marília Campello, o depoimento de Matheus não mudou o andamento do inquérito. Matheus disse que não viu nenhuma briga ou anormalidade no dia do crime. "O depoimento dele não acrescentou muita coisa. Estamos esperando os laudos das perícias realizadas para podermos concluir o inquérito", disse a Delegada.

Matheus não vai ser inserido no inquérito do assassinato como suspeito, ele vai responder pelo crime de tráfico de drogas, pois foi preso em flagrante com entorpecentes.

Paulo Martins informou que Matheus foi preso em 2013 por assalto e também respondia por porte ilegal de arma de fogo. Agora deve ser encaminhado a audiência de custódia e vai ficar à disposição da justiça.

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Repórter de A CRÍTICA

Caso Flávio



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