Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
EM MEMÓRIA

Missa relembra um mês do assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues

Celebração foi marcada por homenagens e cobrança pela verdade dos fatos. Flávio Rodrigues, que faria 43 anos no último dia 27, foi morto em condições ainda misteriosas após uma festa na casa do filho da primeira-dama de Manaus



WhatsApp_Image_2019-10-29_at_21.11.39_A525DBDD-9601-42BD-B815-EA7CB65A5852.jpeg Foto: Antonio Lima/A Crítica
29/10/2019 às 19:57

Familiares do engenheiro Flávio Rodrigues fizeram homenagens e pediram Justiça em uma missa pelos 30 dias de sua morte, completados nesta terça-feira (29). A celebração aconteceu na Paroquia Coração Imaculado de Maria, no bairro Morro da Liberdade. Emocionadas a mãe e a irmã de Flávio falaram sobre o caso. Elas esperam que os fatos sejam logo esclarecidos para que possam, enfim, viver o luto pela perda do engenheiro. "Meu coração está dilacerado", diz mãe.

"Esta sendo muito difícil.Não é fácil. O inquérito não fechou e com isso a gente não consegue viver o luto direito. O que a gente sabe é muito do que vocês noticiam. Uma hora é dito uma coisa, outra hora, outra coisa. A gente não tem pressa, temos fé. Queremos que a verdade seja dita. Não existe verdade comprada, existe verdade absoluta e é isso que queremos", disse Aline Santos, irmã da vítima. 



A mãe do engeinheiro, dona Maria Ireci, relembrou, com os olhos cheios de lágrimas, o aniversário do filho, que teria feito 43 anos no último domingo. 

"Meu coração está dilacerado. Eu nunca senti uma dor tão forte como senti dessa vez. Eu acho que se eu tivesse morrido, talvez fosse melhor do que se meu filho tivesse. Ele era novo, teria feito 43 anos se estivesse vivo. Mas eu confio em Deus. Ele vai fazer justiça. Que os culpados dessa maldade paguem. Eu como mãe espero na justiça, que a justiça seja feita", contou.

>>>Leia mais: Polícia deve prorrogar investigações do 'Caso Flávio' por mais 10 dias

Caso ainda deixa dúvidas

A morte de Flávio Rodrigues, que ocorreu no dia 29 de setembro, em um condominio de luxo no bairro do Ponta Negra, ainda é rodeada de mistério. Ontem a polìcia informou ao jornal Acrítica que as investigações devem ser concluidas em dez dia e após isso encaminhar  o inquérito para a Justiça.

As investigações, até agora, ainda não foram suficientes para indiciar os suspeitos presos por envolvimento no homicídio de Flávio. Ao todo, seis  pessoas, entre elas o filho da primeira-dama do Município, Alejandro Valeiko, continuam presos. A prisão temporária termina na próxima semana, dia 4 de novembro. 

Na segunda-feira (28), o jornal A CRÍTICA teve acesso a informações de que a polícia já sabe o que aconteceu naquela noite na casa de Alejandro Valeiko, enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto, no condomínio Passaredo. Entretanto, a DEHS está aguardando os laudos da perícia e exames de DNA para encerrar as investigações, fazer o relatório e indiciar os envolvidos.

Estão presos suspeitos de participação no assassinato de Flávio, Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, 22; José Edvandro Martins de Souza Júnior, 31; o cozinheiro Vitório Dell Gato; o sargento da Polícia Militar Elizeu da Paz de Souza, 37; ex-PM Mayc Vinícius Teixeira Parede, 37; e Alejandro Molina Valeiko.

>>>Leia mais: Caso Flávio completa um mês em meio a dúvidas e depoimentos controversos

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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