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Manaus
SUSPEITA DE FRAUDE

Tribunal de Contas aceita representação para suspensão do concurso da DPE

Representação foi movida pelo Ministério Público de Contas (MPC), no entanto, presidente Yara Lins não concedeu liminar de suspensão e vai aguardar manifestação da Defensoria 08/03/2018 às 19:31
Show concurso
Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) aceitou a representação do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) que pede a suspensão do concurso público para o cargo de defensor público do Amazonas, realizado no dia 4 de março. A presidente da corte, Yara Lins, contudo, não concedeu, nesse momento, liminar (decisão provisória) suspendendo o concurso. Optou por aguardar a manifestação da Defensoria.

Durante a realização do concurso, quatro salas de aplicação das provas registraram envelopes violados antes da entrega dos cadernos de questões aos candidatos. Na representação, a procuradora de contas Elissandra Monteiro Freire Alvares pede que, caso fique comprovada a ocorrência de fraude, o concurso seja cancelado.

A conselheira determinou a notificação do defensor público geral, Rafael Vinheiro Monteiro Barbosa para que ele apresente esclarecimentos sobre a denúncia de ruptura indevida do lacre dos envelopes de prova.

Suspeita de fraude

Pelo menos quatro salas onde houve aplicação das provas do concurso para o cargo de defensor público do Estado registraram envelopes de provas com as laterais abertas, gerando preocupação nos candidatos. As provas foram levadas para perícia na Polícia Civil.

A Fundação Carlos Chagas, responsável pela elaboração e aplicação das provas do concurso da Defensoria Pública do Estado (DPE) no Amazonas, negou a suspeita de fraude informou na segunda-feira (5) que apesar do incidente, “não houve qualquer prejuízo à segurança do concurso e que a idoneidade e lisura foram preservadas”. 

Em nota, a FCC disse que a elaboração das provas, impressão e empacotamento seguiram todos os procedimentos de segurança. A fundação contratada pela DPE esclareceu que, no caso ocorrido na Fametro, os responsáveis nos locais de prova realizaram o procedimento de verificação da inviolabilidade das provas.

No posicionamento a FCC diz ainda acreditar que problemas no lote de fabricação, condições do transporte ou variação nas condições de temperatura possam ter causado a abertura na lateral das embalagens.

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