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Parintins
BATALHA DE CORES

Boi Caprichoso abre 53° Festival Folclórico de Parintins e luta por bicampeonato

Touro Negro contou com participação de Dona Onete no Auto do Boi, que ainda teve um pajé voador que encantou a galera azulada 29/06/2018 às 22:00 - Atualizado em 30/06/2018 às 11:16
Rafael Seixas e Redação Parintins (AM)

O Caprichoso abriu a 53° edição do Festival Folclórico de Parintins, nesta sexta-feira (29), apresentando o projeto “Sabedoria Popular: Revolução Ancestral”. A noite mostrou um Caprichoso grandioso e organizado, e teve como ponto alto a participação de um "pajé voador" durante a encenação do Auto do Boi. 

A toada de 2018 do Touro Negro que iniciou a batalha da 1ª noite foi “Festança Multicultural”, de Geovane Bastos e Guto Kawakami, executada pelo Levantador David Assayag. A galera azul e branca vibrou durante a toada “Sentimento Caprichoso”.

Em seguida foi a vez da toada “Terra, mãe ancestral” ser representada alegoricamente pelo artista Nei Meireles. A alegoria traz divindades femininas importantes das culturas de diversas partes do planeta, como Amaterasu (deusa da fertilidade para os orientais), Hera (deusa da família para os ocidentais), Ráume (deusa da fecundidade para os povos do Hawai) e Iemanjá (mãe das mães para os africanos), que unem-se para formar Ceucy, a índia virginal, a estrela-mulher, que fecunda Jurupari, o mensageiro ancestral do espetáculo "Sabedoria Popular: Uma Revolução Ancestral".

A aparição da Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque levou a nação e branca ao estado de êxtase. A item n° 9 evoluiu e traduziu realmente a força de todas as mulheres indígenas, que através dos tempos, vem resistindo contra as forças que tentam esmagar a cultura de seus ancestrais. Ela surgiu da alegoria “Terra, mãe ancestral”, assinada pelo artista Nei Meireles e equipe, que trouxe divindades femininas importantes das culturas de diversas partes do planeta.

A evolução do Touro Negro ao som da toada “Campeão na Evolução” no 53° Festival Folclórico de Parintins fez a galera vibrar bastante. O Tripa Alexandre Azevedo mostrou que herdou o talento do pai, Markinhos Azevedo, que durante anos ficou à frente do item n° 10 do bumbá da estrela.

A performance durante a apresentação do Ritual de Iniciação Tariana, com a alegoria assinada pelo artista Junior Souza e equipe chamou a atenção e tomou conta com muita magnitude da Arena do Bumbódromo. As cerimônias instituídas por Yarupari aconteciam no tempo escolhido pelo “kumo” o xamã Tariana. Netto Simões, o pajé da nação azul e branca, se transfigurou em escorpião. A magia foi feita pelo item nº 4.

Após uma marcante aparição da Rainha do Folclore, Brenna Dianá, durante a Lenda Amazônica Yurupari, o Terror das Noites, houve o grande momento da noite: uma encenação do Auto do Boi com a participação de Dona Onete e Sebastião Tapajós, que contou com a aparição de um "pajé voador". A surpresa chamou a atenção de todos no Bumbódromo e encerrou em alto estilo a noite azulada.  

O boi-bumbá Caprichoso abre e fecha o Festival Folclórico de Parintins 2018 nas noites dos dias 30 de junho e 1º de julho. 

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